Da capitá federá
Ou de onde quer que eu esteja

24.4.09


Hoje tem BICICLETADA!!!



Repassando a informação recebida, de interesse dos leitores brasilienses!

Para saber mais, visite: http://bicicletadadf.blogspot.com/

Há alguns meses em Brasília, há alguns anos em outros lugares do mundo, pessoas se reúnem na última sexta-feira de cada mês para colocar bicicletas nas ruas e reivindicar uma cidade menos opressora. Que o transporte seja mais acessível e menos segregador. Que não reflitamos nas vias, o consumismo, o egoísmo e o falocentrismo do resto do mundo. Nas gringas chamaram de Critical Mass, por aqui a gente apelidou de Bicicletada.

A propulsão humana contra a tirania do Apocalipse Motorizado.

Hoje tem Bicicletada. Saímos 18h30, lá do Museu do Ovo, ao lado da Catedral, a nossa praça das bicicletas. Espero que a gente se encontre lá para pedalar, conversar, nos divertir. Retomar as ruas e um pouco das nossas vidas. Sejamos 5 ou 50.

Apareçam e circulem: as idéias e as bicicletas.

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A Bicicletada é um movimento que existe no Brasil desde 2002, inspirado pelos encontros de Massa Crítica que acontecem em mais de
200 cidades ao redor do planeta. Sempre na última sexta-feira de cada mês, usuários de veículos não-motorizados se encontram para celebrar o transporte inteligente, reivindicar seu espaço nas ruas e o direito de andar com tranquilidade pelas cidades.

A Bicicletada nada mais é do que um espaço de visibilidade, encontro e festa; uma iniciativa horizontal, sem líderes e aberta. A cada mês, no meio das buzinas e da fumaça, esta celebração permite para troca de idéias, a articulação de projetos e a ação direta em busca de uma cidade melhor, onde todxs tenham direito de ir e vir com tranqüilidade.



23.4.09


Brasília, rumo aos 50

Pois é, minha gente, a nossa "capitá federá" fez 49 anos, em plena contagem regressiva para os gloriosos 50!

Contagem regressiva mesmo: faz um ano que tem um reloginho perto da torre (ao lado do meu trabalho) que insiste em me dizer que os dias estão passando e que hoje faltam 363 dias para Brasília se tornar uma cinquentona.

E o que é que essa cinquentona tem?

Em primeiro lugar, tem sua própria história, fortemente ligada ainda à sua construção e fundação, aos candangos que por aqui ainda estão e à primeira geração de brasilienses, ao seu tombamento. Tombamento que a Administração tem dificuldades para respeitar e preservar suas qualidades. Aqui na quadra onde eu moro, por exemplo, continuamos brigando pela preservação das árvores, com o apoio do IPHAN, que declara que a área verde é parte do tombamento da cidade e não pode ser mudada sem o interesse dos moradores. Convido todos a visitar nossso blog sobre a quadra.

Tem também sua própria cultura. Meu marido trabalha e estuda Cultura e, com isso, conhecemos os movimentos de artistas locais. Numa cidade com pouco espaço e pouco investimento em cultura, tudo é feito na base de muito esforço e as iniciativas estatais de investir nessa área são muito bem-vindas. Mas, infelizmente, na festa de anteontem foram gastos R$ 10 milhões e NENHUM artista de Brasília foi convidado a se apresentar. NENHUM! Nunca vi uma negação tão grande da cultura local!!!

Além disso, Brasília tem cada vez mais pessoas sem noção. O campeão do momento é o fulano que esfaqueou pessoas durante os shows de 49 anos da cidade. Foram 27 pessoas esfaqueadas, segundo o Correio Braziliense. Uma delas morreu.

Um ato desses é lamentável!

Rumo aos 50, espero que Brasília se ame mais. Ame sua história, suas riquezas, suas peculiaridades, sua cultura, que as pessoas amem mais umas às outras. São os desejos de uma pessoa que reconhece as qualidades deste lugar, que é muito mais do que um amontoado de políticos corruptos.

Brasília é uma cidade de muita gente variada, brasileiros de todas partes, gente lutadora, gente feliz. Que este lado da cidade prevalesça!



15.3.09


E o movimento continua...

O movimento na quadra 410 norte continua firme! Vamos realizar uma consulta para ver qual é o melhor lugar para construir a quadra polidesportiva. Estou animada com a movimentação!


Faixa de pedestre

Achei que já tinha falado aqui sobre o funcionamento da faixa de pedestre em Brasília. O Google me diz que não. Então vamos do começo. Em Brasília, há 12 anos, é obrigatório que o motorista pare na faixa de pedestre quando alguém quer atravessar. Uma lei que deveria ser seguida no país inteiro, mas não é.

Poder caminhar com tranquilidade pela faixa não era mais novidade para mim quando eu vim a Brasília, afinal, em Madri também era assim. Porém, em Brasília há algumas peculiaridades. A primeira delas é a repetição: como em geral o que vale para uma quadra vale para todas, as pessoas são "viciadas". Isso leva a que a travessia em faixas sem sinal localizadas onde eles geralmente existem é um risco. Todo esse "nariz-de-cera" para registrar que agora há um semáforo na 211/212 norte. Não porque o movimento de carros pede, mas porque as pessoas não conseguem raciocinar que ali, se há alguém querendo atravessar, é necessário parar.

A outra peculiaridade é a necessidade de esticar o braço para que o automóvel entenda que é para ele parar. Todo mundo que nos visita fica encantado com esse método! Já nós que moramos por aqui, quando esquecemos de fazer sinal, corremos risco. Por isso, é melhor sempre parar e verificar se o carro vai frear. Outro dia, a precaução nos salvou de ser atropelados por um amigo!!!


Mestrado na Espanha convalidado

Essa vai para quem ainda entra no blog por conta do tempo em que eu morei em Madri: esses dias recebi uma carta confirmando a convalidação do meu mestrado, feito na Universidad Complutense de Madrid, pela UnB. Quem quiser saber como se faz, tem todas as informações lá na página da UnB.





8.3.09


Reciclagem de pilhas, baterias e lâmpadas fluorescentes em Brasília

Divulgando informação relevante que eu recebi por e-mail...

O EcoPonto, montado no Pátio Brasil, está à disposição da população para receber lâmpadas fluorescentes usadas, pilhas e baterias de celulares. A ação acontece durante todo o ano, sempre no último final de semana de cada mês, aos sábados das 10h às 22h e aos e domingos, das 14h às 20h.


O material é depositado em um carro coletor exclusivo e criado pelo shopping especialmente para este tipo de coleta. Este carro é apropriado para evitar que as lâmpadas se quebrem e liberem o gás tóxico prejudicial à saúde. Além disso, o mecanismo facilita a locomoção do produto até o depósito do centro de compras, também construído com especificações técnicas para o acondicionamento correto das lâmpadas.


Como nasceu o projeto – Preocupada com a preservação da natureza e consciente do impacto que as lâmpadas fluorescentes causam ao meio ambiente, a consumidora Marly Silva, que já conhecia o trabalho do shopping voltado para a conservação do meio ambiente, procurou o Pátio Brasil para ajuda-lá a descartar suas lâmpadas usadas. A partir desta solicitação, o centro de compras, sabendo que esta demanda diz respeito à toda a população, decidiu estudar a viabilização da criação de um EcoPonto para este tipo de coleta, e assim, desde de novembro de 2008 disponibilizou este serviço à sociedade brasiliense.


Serviço:
EcoPonto – Coleta Seletiva de lâmpadas fluorescentes, pilhas e baterias de celular
Datas de funcionamento do serviço, em 2009:
28 e 29/03
25 e 26/04
30 e 31/05
27 e 28/06
25 e 26/07
29 e 30/08
26 e 27/09
31/10 e 01/11
28 e 29/11
26 e 27/12
Horário: sábados das 10h às 22h e aos domingos, das 14h às 20h
Local: Pátio Brasil Shopping



26.2.09


Estados Unidos e Direitos Humanos

Saiu nO Globo hoje:

EUA divulgam lista negra dos direitos humanos

Marília Martins

NOVA YORK. O Departamento de Estado divulgou ontem seu relatório anual sobre o respeito aos direitos humanos em 190 países, mantendo os mesmos alvos de crítica do governo Bush. Paquistão, Afeganistão, Coréia do Norte, Cuba, Irã, Sudão, Somália, Mianmar e Zimbábue receberam as piores avaliações, mas não passou desapercebido o fato de que o relatório foi divulgado apenas uma semana depois de Hillary Clinton voltar de sua viagem à Ásia, o que fez com que sua passagem por Pequim mantivesse um tom bastante cordial com as autoridades chinesas, apesar do documento reservar comentários negativos para Rússia e China.

- A promoção do respeito aos direitos humanos é peça fundamental da política externa americana - afirmou Hillary, ao comentar o relatório, que se refere ao último ano da administração Bush - Mas a pressão em torno desse tema não pode ameaçar soluções globais para a crise econômica ou parcerias para o combate ao aquecimento global. As economias do mundo inteiro estão hoje interligadas e temos que avançar em nossa agenda.

O Brasil é mencionado no relatório. O governo americano reconhece que a situação dos direitos humanos é, "de um modo geral, boa, mas o país ainda se vê às voltas com denúncias de abusos policiais, maus-tratos nas penitenciárias, incapacidade de proteger testemunhas em casos criminais e lentidão nos processos contra corrupção". Segundo o Departamento de Estado, o governo Lula mantém controle efetivo da policia federal, mas as forças policiais estaduais continuam a cometer abusos.

Já o governo chinês foi duramente criticado no relatório pela violenta repressão às minorias do Tibete, pelas numerosas prisões e sequestros de dissidentes do regime e de defensores dos direitos humanos, por tortura e confissões forçadas, por assassinatos nas prisões estatais e por uso de trabalho forçado. Quanto à Rússia, o relatório registra denúncias sobre irregularidades nas eleições legislativas de dezembro de 2007 e lista violações de direitos humanos na repressão de dissidentes na região do Cáucaso, na Chechênia e durante a invasão da Geórgia.


Faltou citar os casos estadunidenses. Poucos exemplos são Guantánamo, a falta do direito à saúde, a questão dos imigrantes... Digamos que é melhor arrumar a sua casa antes de apontar o dedo para a dos outros. Macaco que senta no seu rabo...




20.2.09


De Brasília, onze árvores caídas

Gente, que tristeza na minha quadra, a 410 Norte! De repente, umas placas falando de uma construção de quadras de futebol. Depois, derrubam duas árvores e zás, onze árvores!

Os moradores estão tristes. Mas também estão mobilizados. Nunca imaginei participar de uma lista de e-mails de vizinhos. Conseguimos, por liminar, parar as obras.

A vizinhança não quer a quadra, até porque ela ficaria muito perto de três prédios, atrapalhando com ruídos e as bolas chegariam muito perto (crack!) das janelas. Além disso, estreitaria o caminho por onde passam várias dezenas de estudantes.

Os que aceitam a derrubada, reclamam que as árvores, já falecidas - coitadas, atrapalhavam as calçadas, já quebradas por suas raízes. A solução poderia ser, simplesmente, consertar as calçadas!

Um blog foi criado para mobilizar as massas. E tem um abaixo-assinado, também.

Acho que minha quadra está ficando politizada!




20.11.08


Cartagena, Colômbia

Estou, desde terça, em Cartagena, para o II Encontro de Investigação Jornalística para o Desenvolvimento Sustentável.

Cartagena é uma cidade linda, encantadora. Terra das histórias de Gabriel García Márquez, ex capital da colônia espanhola nas Américas. Puro caribe, com direito a salsa (ontem, no La Balilla).

Impressionante como a beleza da cidade velha, amuralhada, e da praia Bocagrande, contrasta com a miséria das pessoas que te abordam o tempo inteiro, pedindo (dinheiro) e oferecendo (produtos).

Outra coisa de destaque aqui é o trânsito. As pessoas não respeitam mão e contra-mão, há muitas fechadas. Assustador!

Ah, e claro. Agora é época de maré alta e as ruas ficam todo o tempo alagadas. Seria notícia em São Paulo...

Bolsas Avina e bom jornalismo

Fui contemplada, em nome do Canal Integración, com uma das bolsas Avina de Investigação Jornalística para o Desenvolvimento Sustentável. Durante as manhãs, palestras, Estou publicando no Twitter.

As grandes novidades apresentadas por aqui são a responsabilidade social empresarial no jornalismo, um conceito que vem sendo trabalhado pela Fundación Nuevo Periodismo Iberoamericano, e o Jornalismo da Esperança, um jornalismo de resultados para a sociedade e para os atores noticiados.

Às tardes, debatemos as pautas de todas as pessoas que propuseram temas da mesma área que nós. No meu caso, sobre transparência e integração. O melhor exercício de pauta que eu já vivi. Acho realmente que tudo isso fará de mim e dos outros 60 jornalistas que estão aqui melhores profissionais.


Integração na prática

Para além de conversar com gente de outros lugares e dançar salsa (risos!), estou aprendendo muito. Da realidade dos outros países, das histórias das pessoas, do que temos em comum.

Conversando com os veteranos do grupo, vi, por exemplo, o outro lado da operação Condor: um paraguaio que viveu toda a infância e a adolescência exilado na Argentina e as redes de contato que ele tem, que inclui os amigos de um argentino e de um brasileiro que viveram a ditadura (e correram dela).



17.11.08


Continuam matando Irmã Dorothy

Sábado retrasado eu fui ao Festival Internacional de Cinema de Brasília, o FIC. Sem nenhum planejamento prévio, escolhemos assistir Mataram Irmã Dorothy.

Para quem quiser ver o trailer:


O filme documentário conta a história do julgamento dos supostos assassinos da irmã Dorothy Stang, assassinada em Anapu-PA, onde lutava pelo desenvolvimento sustentável da Amazônia. Luta bonita, em que enfrentou os poderosos locais e onde acabou assassinada por defender o que deveria ser defendido por todos os brasileiros.

O diretor, o americano Daniel Jungue, veio ao Brasil junto com o irmão de Dorothy, para acompanhar o julgamento. E ficou até um dos acusados de ser o mandante do crime – o fazendeiro ou madeireiro-destruindo-a-floresta Valdomiro Bastos de Moura, o "Bida" – ser julgado no primeiro julgamento, quando ele foi condenado pelo júri. Naquela época, a legislação permitia a constituição de um novo júri. Ele levou uma testemunha – o acusado de intermediar o crime – que disse que o fazendeiro não tinha nada a ver com aquilo. E foi absolvido.

Pelo documentário, dá para perceber o quanto os assassinos diretamente envolvidos no crime foram pressionados pelos advogados dos fazendeiros pressionaram o intermediário e os assassinos para os inocentarem. E há variações de posturas ao longo do processo. Inclusive com o espancamento de um deles na prisão, logo após se dispor a depor contra os supostos mandantes.

Digo os fazendeiros, no plural. Regivaldo Pereira Galvão, conhecido como “Taradão”, também é acusado de ser mandante do assassinato da irmã Dorothy. Ele ainda aguarda o julgamento, em liberdade, no Rio de Janeiro.

O mérito do filme está também no fato de que o diretor conseguiu acompanhar os dois lados da história, com entrevistas e com naturalidade. A forma de lidar dos advogados dos mandantes, tão fria e desapegada do sentimento geral à época, me chocou. Foi como viver isso pela primeira vez, já que quando tudo aconteceu, eu estava na Espanha.

Mataram Irmã Dorothy mostra, ainda, o belo trabalho que a freira e suas colegas da irmandade Notre Dame realizam na Gleba 55 de Anapu. Ensinam os trabalhadores rurais a plantarem em um pequeno pedaço de terra, para seu sustento, e a cuidarem do restante da floresta.

É possível ver os caminhões saindo com toras de madeira e o desmatamento em volta da região onde elas trabalham no chamado Programa de Desenvolvimento Sustentável, o PDS. Realmente, as soluções sustentáveis para a Amazônia correm risco de desmatamento e de morte.

Acabando o filme, estavam lá na frente do cinema as freiras Rebeca Spires e Julia Depweg, que trabalhavam com a irmã Dorothy e continuam em Anapu. Foi difícil conter a emoção, depois de ver tudo o que essas norte-americanas passam por lá para cumprir uma missão de tamanha brasilidade junto à Amazônia. E ainda são acusadas de espiãs dos Estados Unidos, pelos advogados dos acusados de serem os mandantes!

Elas denunciaram a tentativa do Regivaldo de reivindicar, junto ao Incra, justamente as terras onde elas realizam este trabalho. A notícia saiu na Agência Brasil . Complementando, elas disseram que o documento apresentado ao Incra foi uma cópia, o que é comum quando se pretende alegar posse de terras ilegalmente. As irmãs também afirmaram que a situação de violência continua no local. O pessoal do PDS nunca anda sozinho, pois há o risco de terem o mesmo destino da irmã Dorothy.

Dá vergonha saber que essas coisas ainda acontecem no Brasil de forma tão descarada. Espero, de verdade, que a resposta do Estado Democrático de Direito seja eficaz e efetiva.




Sobre a cortina

Pessoal, lavar com água e sabão foi uma desgraça porque em apartamento, foi impossível não dobrá-la. E com o calor que estava fazendo em Brasília, grudou um lado no outro e o blackout (ou blecaute) rasgou – só o pano ficou inteiro. Agora, a cortina de um dos quartos parece uma vaca malhada.

Para o outro quarto, a solução foi menos destruidora: pano com álcool. Se a sua cortina estiver muito suja, vale passar um aspirador antes, para tirar o grosso da sujeira!



28.10.08


Dúvida doméstica

Hoje acordei com a seguinte dúvida: como se lava uma cortina blackout? Sim, pessoal, ela está dando sinais de que precisa de um banho e eu nem sei por onde começar.

Na verdade, sei por onde NÃO começar: pela máquina de lavar roupa. Porque os sites que falam sobre o assunto me desincentivam profundamente. Dizem que desgasta a cortina.

Vou deixar um dia de molho. Depois, a dica é lavar com um pano e álcool ou água e sabão de coco. Vamos ver o que a Santa Dulce aqui de casa prefere... Depois eu conto para vocês.




Eleições

Fui para Sampa votar. Na verdade, quando eu comprei a passagem, estava empolgadíssima para votar depois de um primeiro turno animadíssimo a distância. Depois da baixaria na campanha da Marta, minha empolgação passou. Deu uma pena gastar o meu dinheiro com este segundo turno paulistano...

Em tempo...

Procurei acompanhar todo o processo eleitoral pela internet. E as coisas mais legais estavam no Estadão. Inclusive o Vereador Digital, onde os candidatos deram entrevistas sobre suas propostas. Inovador, especialmente por proporcionar este conteúdo que não chegava ao cidadão. Parabéns, Savazoni e colegas!

E a parte boa é...
Que votar significa revisitar meu colégio da infância e do coração, o Friburgo. Desta vez (depois de 6 anos sem comparecer!), não encontrei ninguém conhecido. Acho que a maior parte dos amigos de infância já informaram ao TRE que sua residência oficial não é mais a dos pais. Mas prefiro fingir que não é nada disso, que é só que eu fui votar num horário incomum.

Para completar, meu marido resolveu justificar só mais tarde, o que se deu na outra escola do meu coração, o Arquidiocesano. Ou Arqui, para os íntimos. Lá, sim, havia amigos - um, na verdade: o Leone. Foi legal revê-lo.


E por falar em amigos de colégio...

Outro dia comecei a escrever um post, mas ele se auto-deletou. Acreditem se puderem! Lá eu dizia que tinha encontrado uma amiga do Arqui em Brasília, mais precisamente no Mangai (um restaurante nordestino delicioso).

Justamente a Lidia, minha xará. Foi engraçado ter uma xará, já que meu nome é comum entre as senhoras da geração da minha avó. E o mais engraçado foi encontrá-la depois de dez anos sem saber nada dela!


Bienal, de ônibus

Eu e o Dani fomos visitar a Bienal de artes. Tem coisas legais, mas poucas que mudam a vida de um ser humano. Irrita o fato de as obras não estarem identificadas - você tem que olhar no mapa. Aí irrita mais, porque o mapa está errado.

Você vê uma coisa legal e quer saber quem é o artista. Abre o mapa e pimba! No lugar em que você está não tem nenhuma obra. Insuportável.

Mas tinha 2 coisas bem legais. A primeira, uma enciclopédia que é feita a partir das dúvidas e das verdades dos visitantes. Totalmente colaborativa. A segunda, uma loja de chaveiro em que você dá uma chave sua e pega uma do edifício da Bienal, do qual você pode entrar ou sair a qualquer momento, inclusive quando o museu está fechado.

Ah. Tinha umas videoartes bacanas, mas não é minha modalidade artística favorita. Não me sinto apta para opinar. Deixaram um andar vazio, dizendo que era arte. O pessoal achou melhor ocupar com outras coisas...

O mais legal mesmo foi ter ido para lá de ônibus. Gosto muito de andar de ônibus e estar em contato com o povo. O sistema de transporte público de São Paulo funciona até que bem...




29.9.08


Redução das fachadas em SP

Pela primeira vez, reparei em uma coisa: depois que reduziram as fachadas dos locais comerciais em São Paulo, as construções ficaram mais feias e sem sentido. Todas têm um espaço para uma placa na frente - quando não têm a placa, agora sem escritos -, o que torna a arquitetura sem graça e sem sentido. Isso deve mudar com o tempo.


Eleições em SP

Este foi o meu primeiro fim de semana na capital paulista desde que a campanha começou. Duas coisas me chamaram a atenção: a primeira, o quanto os candidatos se esforçam para propor soluções para o trânsito, impossível; a segunda, o quanto a "guerra" Alckmin x Kassab tomou conta da disputa, deixando pouco ou nenhum tempo para esses dois candidatos falarem de propostas. Acho lamentável que as campanhas se deixem dominar por fofocas e não por políticas públicas, com tantos problemas por resolver.


Referendo constitucional no Equador

As pesquisas de boca-de-urna indicam a vitória do "sim" à nova Constituição no Equador, no referendo que aconteceu ontem. Será a primeira constituição "socialista" que conseguiu ser aprovada na América do Sul, apesar de as discussões sobre a venezuelana (derrotada) e a boliviana (em processo - tenso, aliás) terem começado a mais tempo. Vale ressaltar que esta é simplesmente a vigésima Carta do país!


E por falar em Constituição...

Domingo que vem a nossa Constituição faz 20 anos. O Lula disse ao ao Correio Braziliense que não teria os mesmos posicionamentos que teve à época, quando se opôs à Carta Magna. Ele diz que seria mais difícil de governar com as propostas que ele (e o PT) defendiam. Já o José Sarney reforça o que disse enquanto presidente: aquela Carta Política deixaria o país "ingovernável".



2.9.08


Curtas

# Tem coisas que só em Brasília, mesmo. Outro dia, cheguei na rotatória (ou balão) onde sempre passo e ela tinha crescido o equivalente a uma faixa de veículos.

# No fim de semana, caiu a primeira chuva depois de quatro meses. Sente-se o alívio da natureza: as árvores parecem que estão sorrindo.

# O Brasil está aprendendo com os países vizinhos a comemorar sua independência. A partir do ano que vem, a festa passará a ser itinerante entre as cidades do país, como na Colômbia. Já neste ano, o Sete de Setembro contará com convidados internacionais, como a presidenta argentina Cristina Kirchner. Que, aliás, vai aproveitar para fazer um lobbyzinho básico para convencer o Congresso brasileiro a aceitar a Venezuela no Mercosul.

# Uma amiga me apresentou Freecycle, um grupo de consumo consciente onde você pode doar aquelas coisas que não usa mais. O movimento existe em algumas cidades brasileiras e já chegou a Freecycle



30.8.08


Apaixonante!



Gente! Para mim, este ano, não teve nada que me impressionou e me apaixonou mais em Brasília do que o ipê rosa. É lindo e enfeita o período mais feio da cidade, o das secas, quando tudo o mais está marrom e empoeirado. E de pensar que a dez anos atrás eu não sabia reconhecer um ipê! (risos)


Brasília sem eleições

Em Brasília este ano não tem eleições: o Distrito Federal não tem prefeitos, então só temos as eleições presidencial, para governador e deputados, que acontecem todas juntas, a cada quatro anos.

Mas na capital da política, é claro que as campanhas deste ano não passam despercebidas por aqui. Sente-se, em primeiro lugar, um ritmo mais lento nas decisões legislativas. Até aí, todo mundo desconfia e vê, mesmo, essas mesmas pessoas que não estão aqui em suas próprias cidades.

Mas chama a atenção também o envolvimento é com as eleições no chamado Entorno – basicamente, aquelas cidades do Goiás que cercam o Distrito Federal e onde moram os trabalhadores mais humildes da capital. Muitos brasilienses – 500 mil pessoas, segundo ouvi no rádio – transferem seu voto para essas cidades nas eleições municipais. Prova do peso e do envolvimento que há com esses processos e essas cidades.

Brasília está cheia de carros com adesivos de diversos candidatos. Adesivos grandes, para serem vistos. Não só do Entorno, mas de qualquer lugar do país. Como se isso fosse necessário para ganhar votos. O fato é que pode ser útil, afinal, aqui tem gente de tudo quanto é lugar! E o que é mais peculiar: gente que se dispõe a ir para a sua cidade votar.

Vá de bike!

Eu e meu marido nos inserimos em um novo universo a partir do domingo passado: o dos ciclistas. A idéia é que a bicicleta se torne um meio de transporte, pelo menos no fim de semana. Para começar bem, já saímos para pedalar no domingo passado – aproveitando que o Eixão, avenida principal que corta Brasília de norte a sul, fica fechado para os veículos e aberto para o lazer.

É um retorno após 16 anos sem pedalar e sem ter bicicleta: não cabia em casa. Agora, com só duas pessoas, pudemos priorizar isso. E até a mamãe, que não me deixava ter uma bike, está querendo aproveitar para pedalar. Foi difícil andar em linha reta, mas uma hora a coisa melhorou.

No site do Pedal Noturno tem vários links de grupos de bike em Brasília – o próprio Pedal é um deles.

E nos somamos àqueles que torcem por mais ciclovias na capital federal, uma cidade muito plana e com o transporte público muito precário, em que a bike pode, mesmo, ser uma solução.



21.7.08


"Mi voto no es positivo. Mi voto es en contra"

Como vocês sabem, trabalho num canal para a integração da América do Sul. Estamos sempre olhando e falando para o que temos em comum. Mas a votação de quarta à noite na Argentina, definitivamente, não está entre elas.

Foi votada a Lei de Retenções, uma lei que pretendia aumentar vertiginosamente o imposto sobre grãos. Para mais de 40% do preço dos grãos. E o vice-presidente do governo da Argentina, Julio Cobos, é ao mesmo tempo o presidente do Senado. Como assim? Como fica a separação dos poderes?

Mas fica bem, né? Tanto que, quando a votação teve que ser desempatada por Cobos, ele votou "segundo sua consciência", ou seja, contra o governo.



E como fica o fato de ele compor o governo, aliás, com o segundo cargo mais importante do pedaço? Os desdobramentos ainda estão começando. Convenhamos, é uma situação bem mais estranha do que quando a base aliada ao presidente Lula votou contra a CPMF. Pelo menos, no caso brasileiro eram pessoas e poderes diferentes os que tomaram as atitudes.

Por outro lado, acho a decisão dele sábia. Afinal, o povo estava dividido em relação à medida, todo mundo nas ruas se manifestando, a votação na Câmara foi apertada e no Senado empatou. Por isso é que o Cobos teria que votar. De tudo isso, só sobra a possibilidade de a Cristina mandar outro projeto de lei.

Ainda não consegui digerir essa informação muito bem... A política argentina sempre me impressionou, desde muito antes de eu trabalhar na área (desde a era Menem, por exemplo, passando por corralitos e panelaços). E continua me impressionando.



20.7.08



Foto: Inhotim


Sudeste

Em 15 dias, passei por Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo. Me deu uma certa nostalgia dos tempos em que eu já estava em Sampa e, portanto, viajar significava sair de lá. Naqueles tempos, eu ia mais ao Rio.

Em BH, além de rever amigos queridos, visitamos o Mercado Central onde, claro, compramos queijos e doces deliciosos. Comemos uma comida mineira de "buteco" e fomos ao bar Pinguim, filial do de Ribeirão Preto.

Indo a BH, recomendo a visita ao Centro de Arte Contemporânea Inhotim, um parque ambiental e centro cultural que fica em Brumadinho, a 1 hora de BH. Lugar ótimo para quem quer passar o dia, ver uma exposição e/ou ir ao parque. Com boas obras de artistas e da natureza, do Brasil e do exterior.

No Rio, estive presente na semana em que a polícia matou uma mulher e uma criança por engano. É chocante você viver uma realidade em que a polícia não significa a sua segurança. E o pior é que não adianta ficar com medo e viver em função dele: sair às ruas é preciso. Fiquei com a sensação de que talvez sair às ruas seja a solução. Mais gente andando a pé, mais iluminação, menos risco. E o mais impressionante é que, sim, apesar de tudo isso, o Rio de Janeiro continua lindo!

Outra coisa interessante é a relação entre os bairros. Li no jornal que a maioria dos candidatos do Rio têm perfil de Zona Sul, mas quem decide as eleições são as zonas norte e oeste. Para quem não conhece o Rio, a zona sul é a região rica da cidade. É interessante, né? Poderia dizer que o fenômeno se repete em outras cidades, como São Paulo, por exemplo. Mas no Rio, o engraçado é que as classes mais altas ficam concentradas à beira da praia. Em São Paulo, há uma região rica em volta da Paulista (Zona Central - ?) e há outras, também, na Zona Sul, Zona Norte, Zona Oeste, Zona Leste. Enfim, espalhado. Sem praia. Ah! A praia!

Por fim, devo dizer que me reconciliei com a cidade natal, São Paulo. Gostei, mesmo, do que sempre gostei por lá. Tem de tudo, inclusive, tem muitos amigos meus. Muitos mesmo. Mui queridos. De muito tempo e de quem sinto muita falta. Quase fiz as malas e fui-me embora.

Mas voltei a Brasília, com tudo o que Brasília tem: céu lindo, seca, minha casinha, trabalho, marido, amigos, um excesso de organização e de burocracias, qualidade de vida (ar puro, pouco trânsito, etc, etc) e ainda alguns desafios. E setores, muitos setores (recomendo a leitura dos posts do Pedro sobre o assunto).



4.7.08


Notícias

#1 – Ingrid Betancourt

Confesso que às vezes me emociona ter a oportunidade de presenciar alguns fatos. A libertação da Ingrid Betancourt foi uma delas. E felizmente, uma boa notícia! Deu uma adrenalina cobrir esse assunto!

Assitam na TV Brasil – Canal Integración, no América do Sul Hoje:

Em Português
Sexta-feira, 20h30.
Reprises:
Sábado: 02h25, 08h20, 14h15, 00h30.
Domingo: 06h25, 12h20, 18h15.

Em Espanhol:
Sexta-feira: 23h
Reprises:
Domingo: 04h55, 10h50, 16h45, 19h30
Segunda-feira: 01h25, 07h20, 13h15


Ou nas TVs Parceiras:


TV NBR:
Sexta-feira, 22h00; Domingo, 18h30; Segunda, 07h30, 12h00

TV Câmara:
Sábado, 13h30; Domingo 09h00; Segunda 09h00 / 22h00

TV Senado:
Domingo 11h30

TV Comunitária BH:
Sábado: 00h00; Domingo: 16h00

TV Comunitária de BSB:
Sábado: 18h00



#2 – “Lei Seca”

De tudo o que saiu na mídia sobre a lei que proíbe qualquer nível de álcool no sangue , o que mais me intriga é algo que eu não vi: como é que as pessoas pensam todas as soluções mais mirabolantes do mundo para dirigir sem beber e ninguém fala que a melhor solução é um bom transporte público?

Em dois anos na Espanha e em passeios por todos os lugares onde o metrô funciona, o carro nem fazia falta! Não acho que isso invalida outras soluções. E tenho consciência de que melhorar uma política pública é mais difícil e demorado do que um bar oferecer para levar o cliente em casa. Mas convenhamos, os cidadãos e cidadãs estão perdendo uma oportunidade e tanta de se manifestar!


#3 – Reserva Indígena Bananal

Um assunto que tem sido muito pouco noticiado, mas que tem relevância para uma cobertura nacional: aqui em Brasília estão querendo construir o Setor Noroeste. Para você que já aprendeu que a capital federal tem a Asa Norte e a Asa Sul, vou complicar seus conhecimentos. Além dessas asas, tem também o Setor Sudoeste, paralelo à Asa Sul, uma expansão prevista no projeto original. Agora estão querendo construir o Noroeste, a última região do Plano Piloto para se construir muitos prédios.

Acontece que existe uma comunidade indígena que mora ali, na reserva Bananal. Eles não são originários do local, mas são de várias comunidades importantes, como Kariri Xocó, Fulni-ô e Tuxá. Eles reivindicam que ocupam o local há mais de 40 anos e querem ficar ali, onde vivem, plantam e abrigam os indígenas que vêm a Brasília, na Funai e outros locais. A população indígena no DF, segundo a Hanuy Pataxó, é de 9 mil pessoas, um número considerável.

Recomendo a visita ao site do Santuário dos Pajés, para conhecer a visão dos indígenas.



28.6.08


Paulicéia desvairada

Entre as coisas que me impressionam neste mundo, esta tem me impressionado bastante: a mídia paulista(na) cobre muito, mas muito menos América Latina do que as de outros Estados do Brasil, como Rio e DF, por exemplo. Por que será, hein?



25.6.08


Confesso que...

1. O filme Sex and the City mudou minha vida! Estou adorando ser menina! Até coloquei saia hoje em minha própria homenagem! (não, eu não tinha assistido a série na TV...)

2. Estou morrendo de inveja da Carrie: quero uma personal assistant já! Pelo menos pra passar os números dos amigos pro meu celular!

3. Acabo de me tornar independente da minha mãe: finalmente, depois de quase um ano e meio casada e com 4 anos fora da casa da mãe nas costas, só agora eu posso dizer que não dependo nem das meias-calças dela!



24.6.08


No ar, mil textos de Aloysio Biondi

Sete anos de catalogação de material impresso, pesquisas em bibliotecas públicas, visitas a jornais, discussões via e-mail, construção de página na internet, escaneamento, xerox e digitação, mutirões de inserção de textos. O resultado? Mil artigos e reportagens no ar. Essa é a marca comemorada neste neste maio pelo projeto O Brasil de Aloysio Biondi, que sistematiza a obra do jornalista, vencedor de dois prêmios Esso e apontado como um dos nomes de referência do jornalismo econômico no Brasil.

Eu participei! E apóio!



23.6.08


1 para cada 2

Brasília, 1 milhão de carros, 2 milhões de pessoas - incluindo crianças!
Uma cidade feita para carros, onde o transporte público não funciona.
O resultado latente é trânsito e mais trânsito, estacionamentos lotados e as ruas, cada vez mais cheias.

A solução é um bom transporte público. O governador promete metrô, tendo em vista a Copa de 2014 - que deve vir para Brasília, também! Mas até lá, o tigre que me põe medo já ficou banguela!

Enquanto isso, nada de vagas no estacionamento... Carros empilhados no poeirão da seca de Brasília!




Eu chego lá!

Minha ex-chefe querida está me incentivando para colocar RSS no meu blog.

Tem tantas coisas que eu preciso aprender para ser uma blogueira melhor! Ela é tão profissa (mesmo!)! Mas é isso, né? Quem mandou ir trabalhar em televisão?! Vou a reboque. Mas como é um bom reboque, acho que vou bem!

Além do RSS, também quero aprender a usar tags. Alguém me ajuda?!



21.6.08


Vôos baratos na Europa
Para passear sem ficar miserável

(Dados coletados por minha querida amiga Cynthia Zaniratti)

Ryan Air
Easy Jet
Air Berlin
Vueling (para vôos da Cataluña)
German Wings
Volare Web
Jet 2
Meridiana
Maerskair
Opodo (França)
Viajar.com
Travelocity
Skylight
Last Minute
Rumbo
Flyair.com
Cheap Flights (EUA)
Despegar.com



Para quem quer se aventurar a morar em Madrid
Texto publicado originalmente em 2004. Alguns processos podem ter se modificado. Republico a informação a pedido de amigos

Desde que vim para cá (e criei o blog), praticamente todas as pessoas que comentaram esta página e não me conheciam previamente estavam interessadas em dicas sobre como é morar nesta cidade que eu já amo como se fosse minha.

Por isso, decidi tomar a iniciativa e contar um pouco do perrengue que passei (e em alguns casos continuo passando) mais em forma didática, de "guia". Algumas coisas eu já esqueci, mas muitas continuam valendo. Aí vamos.



1. Quero estudar em Madri. Como eu posso fazer?

Em primeiro lugar, eu e a maioria dos meus amigos estrangeiros que fizemos a mesma opção te damos os parabéns e as boas-vidas, porque gostamos muito do que estamos fazendo.

As universidades espanholas, principalmente nos mestrados e doutorados, podem ter até metade dos seus alunos vindos de outros países, isso significa que as chances de você conseguir uma vaguinha são grandes.

Igualmente, sugiro que tente vir com uma bolsa, porque sua vida será mais fácil e confortável por aqui. A maioria das inscrições para bolsas acontece entre dezembro e fevereiro. As melhores são a da Fundação Carolina, a da Agência Espanhola de Cooperação Internacional (AECI) e a do Programa Alban.

A opção B é vir com a cara e a coragem, ou seja, pagando do próprio bolso (detalharei abaixo). Em qualquer dos casos, é preciso ter o visto de estudante para poder morar na Espanha por mais de seis meses.

Se a sua opção é por outra cidade da Espanha, leve em conta que há quatro idiomas oficiais: castellano, catalão, euskera e galego. A Catalunha é a única região em que as aulas não são ministradas em espanhol - o catalão tem um pouco de francês, na minha opinião, dá para entender.

Na Galícia, o idioma é mais parecido com o português que a língua nacional. Euskera, do País Vasco, não tem nada de latino. Mas todos costumam ser bastante condescendentes com os estrangeiros.


2. Como eu faço para conseguir o visto de estudante?

a. Matricule-se no curso

Em primeiro lugar, tem que ter uma carta do curso que você quer fazer, dizendo que você está apto a se matricular. Tem que ser um curso de mais de quinze horas semanais e duração de mais de seis meses.

Quando você for se matricular, vão te pedir que homologue e carimbe o diploma, o histórico escolar e as ementas das disciplinas que você cursou no consulado (ou na embaixada, dependendo do que estiver mais perto). O processo inclui enviar o diploma e o histórico escolar para o Itamaraty e para o Ministério da Educação, e em seguida pedir o carimbo.

No consulado, se paga pelo carimbo.

Depois disso, para agilizar, já mande o diploma e o histórico para um tradutor juramentado. De novo, vai ter que pagar por isso.

Chegando na Espanha, terá que levar esses papéis ao Ministério de Assuntos Exteriores para mais um carimbo - desta vez, de graça!


b. Faça um seguro de saúde internacional

Há seguros internacionais privados, mas como o Brasil tem um convênio de previdência social com a Espanha, você não precisa pagar por isso.

Procure a sede do Ministério da Saúde mais perto de você e, com os mesmos papéis de matrícula, mais seu passaporte, seu INSS e uma carta de próprio punho, solicite uma carta que te dê direito ao convênio pelo tempo em que você estará na Espanha, por estudos.

A grande vantagem do seguro pago é que se acontece alguma coisa eles se encarregam de te levar para o Brasil e te dão advogado e todas essas coisas. Mas muitos cartões de crédito internacionais também podem te dar a mesma coisa.

Documentos necessários:

Original e cópia de:
- sua passagem (para mostrar a data em que vc volta para o Brasil)
- seu passaporte (cópias das páginas onde ficam o número e a foto)
- seu RG (frente e verso)
- comprovante de endereço (no Brasil)
- carteira profissional (cópias das páginas onde ficam a foto, número da carteira, qualificação civil e contrato de trabalho)
- último horelite
- recisão de contrato



c. Mostre que você é uma pessoa do bem

É necessário um certificado negativo de antecedentes criminais da polícia federal e outro da estadual, tirado nos últimos 3 meses. Só um deles não é suficiente!


d. Comprove que você está nadando em dinheiro

Sim, isso é absolutamente necessário. No consulado, e depois na "Polícia Federal" espanhola, você vai ter que provar que pode ficar sem trabalhar durante todo o tempo em que estará na Espanha. Ou seja, comprovantes de renda seus, ou de alguma pessoa que faça um documento em cartório se comprometendo a te sustentar com 910 euros (é 900 e uns quebrados, na verdade...) por mês o tempo em que você estiver na Espanha.

Se você tem uma bolsa, será o comprovante da bolsa (é o que eu já disse, com bolsa tudo fica mais fácil...)

Tudo isso porque estudantes NÃO podem trabalhar na Espanha, a menos que sejam cidadãos europeus - bom, nesse caso, não precisam fazer nada disso que estou contando aqui, basta ter o passaporte e entrar na Europa com ele!

Mais detalhes você pode encontrar neste link. E para saber o trâmite depois de chegar à Espanha, aqui dá para ter uma idéia.



3. Como assim, estudante não pode trabalhar?

É isso. Está na lei espanhola. Por isso, quem pensa que Espanha é igual a Inglaterra, pode ir tirando o cavalinho da chuva. Mas agora vem o consolo...

Ainda que em um princípio os estudantes não possam trabalhar, é possível ser legalmente contratado para trabalhos de meio período, desde que o empregador peça uma autorização especial para o Ministério do Trabalho.

Algumas grandes empresas fazem isso, entre elas a rede Vips.

A outra opção é conseguir um estágio, em que a sua universidade se responsabiliza por você (inclusive pelo pagamento do seu salário).

Também tem gente que entra no "mercado informal", mas como o nome já diz, é informal e eu não estou aqui pra dar dica deste tipo.

Para quem quer procurar trabalhos, o Infojobs é o mais movimentado. Para oferecer serviços, há muitas páginas, nem vale a pena recomendar uma específica...


4. E se paga bem?

Olha, na verdade não. Mas se pode viver barato na Espanha, quando se está pensando em euros - na primeira semana, eu "traduzia" tudo para o real e só tinha coragem de comer macarrão com molho de tomate!!!

Agora, se você comparar com o resto da Europa, as coisas estão é muito baratas...

Eu gosto muito de fazer minhas compras no Lidl. O Dia também é uma boa opção de comprar barato e está em todas partes.

Sempre como em casa, não chego nem perto de gastar 100 euros ao mês com comida. Mas para isso é necessário pesquisar pre

O segredo para poder economizar é conseguir pagar um aluguel barato. E isso sim, é muito difícil...


5. O tema da moradia

Casa é o que há de mais caro na Espanha! Em Madri, a cidade mais cara do país, o preço médio de um aluguel de um quarto é de 300 euros. Mas dá para conseguir coisas mais baratas.

O jornal mais conhecido de anúncios (isso vale tanto para casas como empregos e outros) é o Segundamano, que tem uma versão on-line com todos os anúncios - alguns sem o telefone de contato, pelo qual você tem que pagar se não quer gastar cerca de 3 euros por um exemplar diário.

Outra opção é o site Campus Anuncios, onde muitos estudantes colocam suas ofertas e procuram outras.

Para quem vai estudar na Universidade Complutense de Madrid, a "minha", também existe o programa de morar com idosos da ONG Solidarios, que é bem legal: você mora com um idoso, de graça, em troca de fazer-lhe companhia.

Veja esta página da Fundación UCM. Foi muito útil para mim, pode servir para você também.


6. Devidamente instalado...

Olha, depois que você tiver seu cantinho, ou inclusive antes, aconselho que procure fazer seu Carnê de Residente. Ele demora até três meses para ficar pronto e sem ele é muito difícil que você consiga trabalhar. O "caminho das pedras" está nos links das últimas dicas do visto.

Depois, faça seu "empadronamento" - basta o passaporte e um comprovante de residência na Espanha, que pode ser o contrato do aluguel ou, se não está no seu nome, o contrato mais uma carta do contratante do apartamento.

O passo seguinte é se cadastrar na seguridade social, com o empadronamento e o passaporte. Com isso, você faz o "carnê azul" para poder usar o sistema público de saúde.


7. E no mais...

Aproveite a Espanha. É um país muito divertido, alegre, bonito. E as pessoas sentem com intensidade, como nós. Mas são bastante mais diretas na sua maneira de falar. Por isso, um segredo para "pasárselo bien" é não esperar muito "por favor" ou "obrigado" e aprender que quando as pessoas gritam com você não é porque estão muito bravas, é normal!



13.6.08


Dia dos Namorados

2006, primeiro ano em Brasília - o namorado ainda em São Paulo. Sem casa, com amigos. Fomos jantar no restaurante bacanets mais próximo, afinal, estávamos sem carro e não queríamos gastar no táxi. Dentro de um Shopping. Comida ótima, noite ótima (obrigada, Lúcio, Matinas e Merli pelo teto aquela noite; Pri, Jeanne e Marcos, pelo teto todas as outras noites).

2007, primeiro ano casados, morando no DF. Tentamos repetir a dose, aproveitando para escolher mesmo o restaurante, já que estávamos de carro. Resultado: fila de duas horas em um, de uma e meia em outro e por aí vai. Horrível. Acabamos no Pata Negra, um restaurante muito bom - espanhol! Mas o jantar saiu lá pelas 23h, a gente morrendo de fome. Decidimos que, a partir desse dia, comer fora seria em datas especiais nossas. Datas comerciais podem ser comemoradas dentro de casa.

2008, chegou a hora de cumprir a decisão tomada um ano antes. Fomos ao La Palma, onde se vendem as coisas "diferentes" mais baratas do pedaço e compramos todos os ingredientes necessários para estrear a última peça que ganhamos no casamento: o aparelho de fazer Raclete que ganhamos da família da Gi Ary, agora também Kikuchi.

Basicamente, a raclete consiste em comer queijo derretido com outros frios (claro que como é um dia especial, eu comprei presunto parma!), conservas, pão, batata e o que mais você quiser inventar. Foi uma delícia à luz de velas! Além de uma sábia decisão: na volta para casa, pude constatar que este ano as filas só pioraram!

Parafina na toalha

Agora, temos que recuperar a toalha perdida pela parafina. Para quem tiver o mesmo problema, fica a dica: tire o excesso de parafina do tecido, coloque um papel toalha sobre a parafina e passe-o a ferro. A parafina vai derreter e grudar no papel.



4.6.08


Metadiscussão

Hoje, voltando para casa de ônibus (não perca a nota abaixo!), fiquei pensando por que eu resolvi escrever sobre Brasília no blog. Ou porque eu resolvi escrever sobre isso só agora, dois anos depois de chegar na cidade.

É difícil explicar, mas talvez ajude saber que só há seis meses eu fui capaz de marcar uma festinha por aqui. O fato é que eu descobri que tenho vários conhecimentos e visões peculiares ou não e que eu tenho vontade de dividir com o mundo. Este é o lugar!

Ônibus

Esta nota deveria ser um pouco mau-humorada, mas eu ando evitando o mau-humor - e acho que Deus tem me ajudado neste sentido.

Porque ônibus, em Brasília, é um troço meio difícil. São poucos e fazem caminhos improváveis. É preciso mostrar.

Nesse mapa, vocês podem ver o trajeto de ônibus e o a pé/ de carro que eu fazia para ir da minha primeira casa para o meu primeiro trabalho nessa cidade.



Como vocês poderão supor, eu desisti de andar de ônibus em uma semana: o trajeto em transporte público demorava 40 minutos, contra 30 a pé e 5 de carro! Lógico que eu passei a andar só de carro.

Some-se a isso o fato de que o táxi por aqui é bem barato, e ainda tem o radio-táxi com 30 por cento de desconto! E o ônibus é bem caro! Dois reais para andar só dentro do Plano Piloto, que tem uns 20 kilômetros de extensão!

A minha desistência se consolidou quando eu fui trabalhar na Torre de TV, também destacada aí no mapa. Transporte público freqüente para lá, só descendo na Rodoviária (o terminal de ônibus daqui) e dando uma caminhada - de uns 20 minutos.

O fato é que tentei pegar ônibus para o trabalho essa semana. E justo na hora em que eu estava no ponto, passou o único ônibus que me levaria da L2 - avenida da minha casa - até a Torre. Em 10 minutos eu estava no trabalho! Nem podia acreditar de tanta emoção!

Dois dias depois, tomei ônibus hoje de novo. E isso tem tudo a ver com inspiração. Para mim, ver as pessoas é uma inspiração. Foram 20 minutos de trajeto, mas não importava. Eu queria ver as caras das pessoas, compartilhar o carregar de bolsas, pastas e mochilas, ficar em pé me segurando para não cair, me sentir trabalhadora, povo. Feliz.

Isso tudo me fez ver o quanto Brasília já é parte de mim. E poder tomar ônibus me torna um pouco mais parte de Brasília. Ficamos na esperança de quando o metrô se ampliar e for realmente uma opção de transporte de massas na cidade. A esperança é, definitivamente, a última que morre.



30.5.08


Cerrado ou deserto do Saara?

No fim de semana passada eu vivi uma situação sui generis aqui no DF. Fui num acampamento, dentro do quadradinho que abriga a capital do país. Aqui em Brasília, nos dias anteriores, fazia muito calor de dia e um ventinho suficiente para colocar uma jaqueta ou um casaco leve à noite.

Chegamos ao sítio do acampamento, começamos a montar as barracas e chegam os amigos:
- Gente, vocês trouxeram cobertor? Casaco quente? Ontem nós sentimos o pior frio das nossas vidas! Um frio bizarro na cabeça, durante a noite!

Confesso que, apesar de ter acreditado no que eles disseram, não esperava passar pela mesma sensação, afinal, eu já morei num lugar bem frio, frio pra mim não é novidade.

E eis que, 15 horas depois, estava eu dormindo na barraca quando começo a sentir um frio surreal na cabeça! Sério, gente, minha cabeça parecia que tinha virado picolé! Isso porque estávamos com dois cobertores, casaco e tudo mais!

Ficou comprovado que a semelhança de Brasília com o deserto do Saara não está só na seca e no calor do dia, mas também no frio da noite. Foi o pior frio que eu já passei na minha vida, numa cidade em que a blusa de lã é praticamente dispensável!

PS - Hoje é aniversário do Dani. Pela primeira vez, eu estou presente e não tenho uma dissertação para entregar no dia seguinte! Parabéns, meu amor!



29.5.08


Download day

Não sou a pessoa que mais contribui no mundo com o software livre, mas sou entusiasta da idéia. Por isso, aderi ao download day, da Mozila Firefox. Eu diria que por esse browser eu brigo, porque ele é realmente uma evolução no mundo do software.

Cada vez mais considero necessária a adesão a esses movimentos... Incentivo vocês a participarem e ajudarem o Firefox a bater o recorde do programa mais baixado em um único dia na Internet. Aproveito para incentivá-los a conhecer as vantagens do software livre (pelo menos desse).



28.5.08


Blog querido, queridos blogs

Como vocês sabem, esse blog tem tido pouca atenção nos últimos dois anos e meio. Acho que por um lado é um ciclo natural, porque vários dos blogs que eu citava na coluna ao lado há 3 anos deixaram de existir.

É interessante isso... Em compensação, fui capaz de mapear 17 novos blogs de amigos para incluir ali. Isso porque nos fotologs eu nem estou pensando... Este post tem o objetivo específico de apresentar esses novos blogs pra vocês.

Aloisio Milani - Haiti, comunicação e mais
André e Drica - Vida espiritual
Árbol – TV participativa - Comunicação participativa
Blog do Sakamoto - trabalho digno
Cheiro de Leoa - contos
Em busca da palavra justa - comunicação olhando pro futuro
Garabombo - terra, vida e justiça
Jwilson - meditações
Justleggone in Amsterdam - a vida por lá
Mães de 1a. viagem - um manual divertido
Mi casa está en la frontera - identidades no plural
Minha vida na África - um continente desconhecido
Minhas cidades invisíveis - um pouquinho do mundo
No scrubs - amigos reunidos
Pra lá e pra cá - transporte sustentável
Renovar o homem usando borboletas - um olhar para a (auto)- renovação
Tonha Fever - vida doméstica, mas não exclusivamente...



20.5.08


Agora sim, um post para valer!

Em resposta ao Théo, em comentário dois posts abaixo, escrevo agora informações de fato.

A motivação vem principalmente de Brasília e do mundo virtual...

********************

Fora do Eixo

Tá rolando aqui em Brasília o Fora do Eixo. Na definição do site deles,

“O Projeto Fora do Eixo é uma iniciativa inédita e independente de artistas/produtores do Distrito Federal (DF) que reunirá obras que rompem com determinações artísticas predominantes nos formatos de intervenções urbanas, exposições de arte contemporânea e performances em espaços "públicos".

O Projeto reunirá criadores que se dedicam a uma pesquisa de linguagem experimental voltada para questões pertinentes à relação entre arte e sociedade, formação estética e questionamentos sobre a relação mercadológica da arte.

Sendo Brasília um espaço de articulação e pólo de produção de arte independente o conceito utilizado na concepção do Projeto está pautado no tema da Cidade, enfocando questões críticas sobre utilização, funcionalidade arquitetônica, acessibilidade, percepção estética, circulação urbana, mercado de arte e a questão do espaço "público" envolvendo a população que o compõe.”

********************

Mundo extremamente virtual

Ontem entrei no Twitter. 140 caracteres! Haja poder de concisão!

Há poucas semanas, aderi ao Facebook e ao Hi5. Não sou mais tão entusiasta quanto antes da minha própria vida virtual, mas ainda gosto muito. Tanto que continuo escrevendo aqui e me inscrevendo por aí...



14.5.08


Férias

Pela primeira vez na minha vida, tive direito a férias remuneradas. Agora eu sei em primeira pessoa e por experiência própria o quanto elas são importantes na vida dos seres humanos.

Até me deu saudade de escrever no blog, olha só que coisa incrível! Quem sabe eu não volto, hein? Nada de promessas, mas é uma perspectiva.

Qualquer dia desses, prometo atualizar os links de blogs amigos. Afinal, há vários novos blogs amigos por aí!



14.2.08


Gente, consegui corrigir o problema que não estava deixando comentar. Uma bobagem, vocês nem imaginam!



31.1.08


Sua solidariedade, por favor
O pai da minha amiga (de colégio) desapareceu e a família não está conseguindo encontrar.

Ele está desaparecido desde o dia 15/01/2008, quando saiu pela manhã para comprar pão em São Bernardo do Campo, onde morava com meu irmão. Seu nome é Justino Testa Avona, tem 76 anos e estava no início da Doença de Alzheimer.

Ele aparece nesse vídeo.

Obrigada!

Para quem gosta de fotos e está com saudades
clique aqui!



4.12.07


Mamãe já é 2.0

Essa história de 2.0 consumiu meu fim-de-semana. Pensei nisso em todas as horas vagas - do finde que só tem horas vagas, vale lembrar...

Nos últimos momentos da noite de domingo, liguei para mamãe e, claro, estava contando para ela sobre a web 2.0.

Ao que ela me responde:
- É mesmo, né, filha? Sabia que eu agora tenho um avatar? [aos menos 2.0 que eu, avatar é você no Second Life, a realidade virtual!]

Mamãe existe no Second Life! Ela vai dar aulas no second life! (ela é professora na educação à distância).

Com isso, o post abaixo muda-se para : mamãe, eu TAMBÉM quero ser 2.0! Ah, se eu soubesse...



1.12.07


Mamãe, eu quero ser 2.0!

Engraçado, né? Há 4 anos, eu trabalhava em internet. Sabia tudo, estava super avançada com relação aos recursos que a web poderia nos oferecer.

E eis que surge a Web 2.0, um novo jeito de navegar, de ser na internet. Um jeito de ser colaborativo. Em que o usuário interfere nos conteúdos que lhe chegam. (Saiba mais na Folha)

Eu não sou nada disso - sou 1.0. De 2.0, só uso o Skype e a nuvem de assuntos da Agência Brasil.

Ah, o blog. Dizem que blog é 2.0. E o Google. Mas como eu só uso a pesquisa, mesmo, acho que com muito esforço eu sou 1.1.

E tem mais. Agora tem TV 2.0 também, vocês sabiam?

Meu amigo Marcos já é totalmente 2.0. Vejam o site de imobiliárias no mapa que ele criou! (e usem, se for o caso...)

Boa aventura. Quem tiver algo para me ensinar a respeito, faz favor!!!

PS - Sacaram que eu mudei o design, né? O próximo passo é mudar o MEU design!



7.11.07


Na linha "em Brasília também tem gente normal"

Brasília lançará campanha de amor à cidade
Do Meio&Mensagem

A capital do Brasil irá lançar na próxima quarta-feira, 7, uma campanha nacional para valorizar a imagem de Brasília tão desgastada pelos inúmeros escândalos de corrupção da política nacional. Com o slogan 'Brasília meu amor', estilo semelhante a campanha 'I Love NY', é uma estratégia de entidades representativas da sociedade civil brasiliense para protestar contra esses casos ao longo dos últimos 47 anos.

A ação é resultado do sentimento de amor à cidade das pessoas que nasceram na cidade ou que foram acolhidos pela cidade, além da indignação devido à imagem dos políticos corruptos misturar-se à imagem da cidade. "Qualquer um que mora em Brasília está sujeito a ser chamado de 'marajá', de 'corrupto' e de outros nomes desagradáveis porque apenas uma pequena parte da população brasileira sabe diferenciar o que é a cidade de Brasília e o que é o núcleo do poder político-governamental federal", avalia um dos idealizadores da Campanha, Fernando Brettas, presidente do Sindicato das Agências de Propaganda do Distrito Federal (Sinapro/DF).

A campanha prevê ações contínuas e têm caráter permanente, ela deve se somar como esforço concentrado aos que amam a cidade e querem que todos os brasileiros conheçam a realidade do local.



4.11.07


Brasília, ou a arte de fazer chover

Para a maioria dos 180 milhões de cidadãos brasileiros, "Brasília" significa poder, Palácio do Planalto, Congresso Nacional, Supremo Tribunal Federal, "hora de Brasília" e pouco mais que isso.

Para aproximadamente 2 milhões, no entanto, "Brasília" significa cidade, cotidiano, vida normal - ou quase. Significa, também, necessariamente, migração - sua própria ou de seus pais, já que a cidade foi construída por ordens de Juscelino Kubitschek há apenas 40 anos.

Esta é a cidade que tem me abrigado e que eu chamo de casa há pouco mais de um ano e meio, e que incrivelmente eu nunca me dediquei de fato a escrever sobre ela neste blog, ainda num momento em que se destinava a falar sobre cidades. Talvez fosse uma resistência a chamá-la cidade. Mas pelo menos devo chamá-la casa.

Não tenho a intenção de contar aqui como foi este ano e meio de vida na cidade, mas sim de passar pelo menos este primeiro relato que resume um pouco desta que aprendi a chamar de realidade, como Novos Baianos fizeram com a minha cidade. É a realidade da seca.

Desde abril deste ano não chovia. Nem uma gota. Nada. A seca com S maiúsculo é uma experiência única de Brasília. Você acorda, vê o sol na janela. E sabe que não há a menor expectativa de cair uma agüinha do céu. E isso começa a durar.

Depois de um mês, começa a esfriar - só um pouquinho, praticamente não dá para usar casaco. E começa a ficar mais seco. A terra vira pó vermelho que suja os sapatos e os carros. A água torna-se elemento de luxo e a garrafinha, melhor amiga dos seres humanos. As plantas que agradecem por ser regadas todos os dias, mesmo que o manual diga "uma vez por semana". O hidratante torna-se obrigatório. A enxaqueca vira companhia freqüente, junto com o sol escaldante, desértico.

E eu compro uma bolsa bem grande (ainda bem que está na moda!) para caber o meu "kit seca":
- água, muita água
- soro fisiológico (para os olhos e o nariz)
- creme para as mãos (e cotovelos, se for o caso)
- remédio para enxaqueca
- óculos de sol, para evitá-la
- protetor solar
- protetor labial
- garrafa de água, dependendo do trajeto a ser percorrido (especialmente se for a pé).

Seca aqui não dá sede. Dá dor de garganta, mal estar, baixa pressão, dor de barriga. Lota hospitais e prontos socorros nessa época do ano. Época que, aliás, demorou a passar.

Os sinais de que a chuva está chegando se tornam reconhecíveis com o tempo. Nesta minha segunda seca, eu já sabia quais eram, e os esperava ansiosamente. As cigarras, por exemplo. Ano passado, infernizaram meu sono desde setembro. Este ano, outubro chegou sem o seu "cri-cri". E aí, chegou a chuva, cinco meses depois. Eu e o Dani fomos buscá-la em Ubachuva, Parati e Angra.

Mas foi só uma chuva - um pé-d'água desses de fim de tarde de verão. Impressionante como as pessoas comemoram. Saem à janela para gritar, se molhar, acreditar. Parecia que o Brasil tinha ganhado mais um campeonato de futebol. E como a natureza agradece! Os gramados e árvores que estavam secos começam a esverdecer já no dia seguinte.

Pois é, passado mais um mês, parece que nunca houve seca em Brasília. Este é o segundo dia que chove sem pena por aqui, como se eu estivesse em uma floresta tropical. O céu, antes azul, agora está constantemente cinza. E da mesma forma que antes, mas ao contrário, sabemos que agora, a perspectiva é de chover, chover, chover. Até fevereiro.

Brasília, terra de exageros, da seca e da chuva!



18.10.07


Sobre Portugal em Madrid

Minha amiga portuguesa-jornalista-quase-xará Liliana Neves está conquistando as estrelas em Madrid.

E já chegou no You Tube.

Sucesso para você, Lili!



16.7.07


É impressionante...

O quanto ler blogs amigos me dá vontade de escrever no meu próprio.

E me faz quebrar meu protocolo de intenções do comentário do post abaixo que eu fiz há no máximo algumas horas.

Fico com a impressão de que o mundo é realmente cada vez menor. E me dá mais e mais vontade de estar em qualquer lugar. Assim, igualmente blogueira. Isso não é uma promessa, é só um sentimento.

Se você quer verificar o que eu estou dizendo, clique em qualquer dos blogs ao lado. E depois, continue clicando, indo de um para outro, como a "si" que veio parar aqui e viu minhas fotos!



26.3.07


Atendendo a pedidos...

Aos queridos leitores/amigos deste blog, presencio vocês com fotos do casamento... Essas são as primeiras da fotógrafa, depois mando mais links!

E aos que levaram câmera, mandem-me suas fotos, pra galera ver também!































29.1.07


Lista do Chá de Coisinhas - SP
(peço licença aos/às leitores/as para usar meu blog de modo utilitário...)

Amigas queridas,

Aqui há uma lista indicativa de coisas pequenas que podem ser úteis na nossa futura casa, caso vocês queiram nos presentear com algo no chá. As cores da nossa cozinha são azul (escuro, mas não marinho) e branco. Lembrando que estamos pedindo coisas pequenas e que não quebram porque teremos que transportá-las para Brasília, em nossas malas.

Se alguém preferir colaborar com o enxoval da noiva, minhas medidas são M - 42 e meu pé é 37!

Quando você souber o que quer dar, por favor coloque um comentário aí embaixo para que a gente não ganhe muita coisa repetida!!!

Obrigada!

Talheres de cozinha
Concha (comprado)
Escumadeira (comprado)
Colher
Colher de Pau
Espátula
Garfo Frituras
Pão Duro
Pá para bolo
Pegador de gelo
Pegador de macarrão
Pegador de saladas

Outros talheres
Faca Pão (comprado)
Faca Carnes
Faca de frutas
Faca Legumes (comprado)
Tesoura de destrinchar frango
Tesoura de cozinha (comprado)
Corta Pizza (comprado)
Corta Queijo
Colher Sorvete (comprado)

Utensílios de cozinha
Abridor de lata (comprado)
Abridor de garrafa (comprado)
Afiador de facas
Batedor de arame
Boleador (comprado)
Descaroçador de azeitonas
Descascador de legumes
Espremedor de alho (comprado)
Espremedor de limão (comprado)
Espremedor de batatas (comprado)
Funil
Jarra de medidas (comprado)
Jogo de medidas
Peneiras (comprado)
Pincéis para untar formas (1 grande e 1 pequeno)
Ralador/ cortador de legumes
Rolo para abrir massa
Tábua para carnes (de acrílico)
Timer

Mesa
Açucareiro
Porta Adoçante
Manteigueira
Moedor de pimenta
Porta Guardanapos
Porta Queijo Ralado
Tábua para Pão
Descanso de Panelas (comprado)
Jogo Americano
Vassourinha de mesa

Pia
Escorredor de talheres
Porta Detergente (comprado)
Porta Sabão (comprado)
Rodo de Pia (comprado)
Escova para pia
Desentupidor de pia (pequeno)

Temperos
Porta Condimentos
Galheteiro (comprado)

Complementar
Avental (comprado)
Luvas térmicas

Potes
Potes Plásticos (tupperware - de preferência que possam ir no
microondas) (comprado)
Jarra acrílica para suco/ água

Forno
Assadeiras/ formas

Bar e Churrasqueira
Descansa Copos
Garfos Aperitivo
Facas Aperitivo
Petisqueira (comprado)
Tábua para Frios
Avental Masculino
Limpa Grelha
Garfo Churrasqueira
Espátula Churrasqueira

Área de Serviço
Escova para roupa grossa (para tapetes)
Escova para colarinhos (de lavar roupa)
Escova para casacos (para tirar pêlos)
Pano de chão
Porta sabão tanque
Pregador de roupa (comprado)
Saquinho para roupa

Casa
Benjamim
Extensão (comprado)



20.11.06


Casamento

Pessoal, de vez em quando é bom ter o blog...
Ficou meio esquecido, mas é momento de ressuscitá-lo!
Que tal vocês nos ajudarem a organizar o casório? Sim, é verdade, estamos nos preparativos.
Neste momento, pensamos as músicas da cerimônia.
E aí, vamos sugerir algo? De preferência bem romântico e "pra cima"!

Beijos



9.7.06


Brasília

Novo momento de vida, bastante cartesiano em seus trajetos, não tão matemático em minha rotina.
Boa rotina. Vida interessante. Novos desafios, novos e velhos amigos.
Menos vontade de escrever no blog do que quando estava em Madri. Mais fácil este momento. As pessoas distantes em geral estão mais próximas.
Qualidade de vida é boa palavra. Não define sentimentos, mas talvez a definição de uma prioridade. De algumas escolhas.
E a saudade? Ah, a saudade! Sempre ela. Eterna, desde a primeira mudança que me revelou as distâncias em uma nova dimensão.

E a política? Ah, a política! Hablemos de fútbol!




15.5.06


Sobre o PCC e o aprendizado com o terrorismo

A um ano atrás, eu estava enfurnada em meu quarto, na Espanha, em Madri, refletindo sobre algo que infelizmente tem muito a ver com o que tem acontecido nos últimos dias em São Paulo.

Precisamos olhar para os atentados de Madri em 11 de março de 2004 e aprender com eles qual a melhor resposta para dar a uns ataques da proporção dos que têm atingido nossa cidade nos últimos dias.

O medo tomou conta da cidade. E da mídia. Não sei o que veio primeiro, mas um medo potencializa o outro, e nos faz reféns dos criminosos. Preocupante isso.

Quanto mais nos trancarmos em nossas próprias casas, mais reféns dos criminosos seremos. É difícil, mas é necessário reagir. Reagir como sociedade civil organizada, que entende, aceita e respalda o monopólio da violência pelo Estado. Que promove a segurança com salários dignos aos policiais, que não têm interesse em se corromper. Que se unifica para dar uma resposta de peso contra os criminosos que nos ameaçam.

Em vez de promover o medo, a mídia poderia promover a paz. Em vez de dar idéias para o crime organizado, deveria mostrar que o Estado está articulado. Antes de questionar as medidas tomadas, entender do lado de quem quer estar - porque questionar o governador num momento desses é mostrar desarticulação.

E jamais dar espaço para que os terroristas falem qualquer coisa nos meios de comunicação - desde ameaças até pedidos, eles devem ser banidos. Pode parecer censura, mas é maturidade. De saber que o sensacionalismo pode dar audiência, mas pode piorar uma crise.

Infelizmente os meios de comunicação brasileiros não estão preparados para lidar com isso. Os jornalistas brasileiros têm boa vontade em suas coberturas, mas não entendem que "manter a população informada" é diferente de "espalhar o pânico".

O caos está instaurado, mas é preciso reagir. Ao medo, à covardia, às soluções individualistas. Que possamos dar os nossos passos. E mostrar que juntos, nós, 12 milhões de paulistanos, somos mais e mais fortes que alguns milhares de criminosos nas ruas.

Em tempo: para quem acha que o exército deveria estar nas ruas. Exército é feito para guerras. Por mais que a situação esteja complicada, terroristas devem ser combatidos com polícia e inteligência. Colocar o exército nas ruas é dar aos criminosos o status de exército. É tudo o que eles precisam...



6.5.06


Barcelona



A foto é boa, representa meus sentimentos pela cidade, mas não todos os registros feitos da mesma - muitos deles em papel.
E a preguiça de digitalizá-las???

Cidade alegre, divertida. Cheia de bons amigos, brasileiros. Hospitaleira. Merecerá mais fotos...

Lidia com pé quebrado tem tempo para blog, fotolog e essas coisas!



4.5.06


Cara de buraco

Nunca imaginei que uma torção de pé tão besta pudesse me deixar imobilizada por tanto tempo. Mas é isso mesmo.

Parque Ibirapuera, dia do trabalhador, hora do almoço. Salgadinho para tapear a fome e aguentar até o final da exposição do Volpi para aí sim almoçar.

Saco de supermercado voando em minha direção. Amarelo.
- Será que as pessoas não sabem jogar no lixo? Que saco!
Saco para o lixo, eu levo.

Levaria. Tem mureta e vala. E aí meti meu pé. E caí. E não doeu muito, mas depois doeu. Para andar e para ficar parada.

Hospital. Particular. Convênio da firma. Era perto. Eba!

Cheguei no hospital. Dói muito o meu pé. Chorei horrores no caminho. Médico, raio X, resultado: quebrado. Engessar. Agora existe uma bota moderna, pode até tirar para tomar banho. Mas o convênio não cobre.

Aqui estou eu, imobilizada. Engessada não, porque não é com gesso. E viva os buracos de São Paulo! Viva o passeio no parque no dia do trabalhador! E dia do trabalhador é lá dia de quebrar o pé???



13.4.06


Páscoa
Cristo ressuscitou. Que a Esperança renasça também nos corações e nas vidas de vocês, assim como no meu.
Feliz Páscoa.



15.3.06


Diálogo insólito

Ele - olha só: a editora do relatório me mandou uma mensagem bem pesada ontem...
Eu - dizendo o q?
Ele - com algum arquivo anexo bem pesado
Eu - ah!!! achei q era uma mensagem pesada, tipo te xingando!



20.2.06


Vale o registro

Estou trabalhando desde quarta-feira passada. Estou bem feliz!!! Depois eu conto mais.
Beijos



8.2.06


Granada



Linda, linda, linda. Uma das minhas mais mais preferidas da Espanha - só pra vocês saberem, pra mim as cidades da Espanha e as da Europa não estão no mesmo pacote. Espanha é um quesito, Europa é outro, Brasil é outro.

Última sede do reino dos mouros, possui o único castelo mouro ainda em pé. Os outros os espanhóis destruíram. Mas o rei Carlos V não teve coragem de derrubar a Alhambra, maravilhosa, simplesmente maravilhosa.

Seus jardins e sua arquitetura mudéjar são impagáveis. Ter ido lá 3 vezes é um dos orgulhos que carrego depois de ter voltado ao Brasil. Ainda tem o Albaycin, o bairro onde os funcionários do castelo trabalhavam, todo branquinho...

E tem uma família excelente de amigos, que não aparecem na foto porque foram visitados antes, muito antes. Em junho de 2004. As fotos são de agosto de 2005. Recentes, por assim dizer.



3.2.06


Adoro quando erram meu nome

Diálogo telefônico:

- Como é seu nome, mesmo?
- É Lidia.
- Ah! Tá bom! Obrigado, Linda!

É, tipo isso, penso eu.
- De nada.



31.1.06


Domingo de chuva

Choveu tanto aqui na região de Santo Amaro que eu e o Dani tivemos que mudar de caminho cinco vezes (literalmente!) para chegar na minha casa desviando dos alagamentos.

Que saudade dos temporais da Espanha, em geral equivalentes à nossa garoa!



25.1.06


Por São Paulo

Aniversário da terra natal. Com o blog chamando "as cidades e suas caras", torna-se obrigatório escrever algo hoje. Escrever sobre esta cidade que eu amava, me peguei odiando, estou voltando a gostar.

Desde segunda-feira, comecei a caminhar. Procuro, para isso, ruas arborizadas e parques, onde o cheiro do verde é mais forte que o da poluição e esta não me incomoda tanto.

Em homenagem à aniversariante de 452 anos, a música que me fez chorar de angústia nos dias de chuva, alagamento, trânsito, caos. Bem bonita, por sinal. Ou bem feia, pelos sentimentos que aprofundou em mim de que São Paulo não tem jeito. Não sei se tem.

Mas essa cidade meio exageradamente misturada, confusa, engarrafada, metida a besta e ao mesmo tempo simpática tem seu charme que a difere de todas as outras. Tem que procurar. É o que eu tenho feito. Nos bares, nas ruas, nos parques, ou, como dizia Caetano, nas filas, nas vilas, favelas.

Lá vou eu
Composição: Rita Lee e Luiz Sérgio

Num apartamento perdido na cidade,
alguém está tentando acreditar
que as coisas vão melhorar ultimamente.
A gente não consegue
ficar indiferente debaixo desse céu
No meu apartamento
você não sabe o quanto voei,
o quanto me aproximei de lá da Terra

Num apartamento perdido na cidade,
alguém está tentando acreditar
que as coisas vão melhorar ultimamente.
No meu apartamento
você não sabe quanto voei,
o quanto me aproximei de lá da Terra.
As luzes da cidade não chegam as estrelas sem antes me buscar.

Na medida do impossível tá dando pra se viver.
Na cidade de São Paulo, o amor é imprevisível
como você e eu e o céu.

Num apartamento perdido na cidade
alguém está tentando acreditar
que as coisas vão melhorar ultimamente
A gente não consegue
ficar indiferente debaixo desse céu.
No meu apartamento
você não sabe o quanto voei
o quanto me aproximei de lá da Terra, não.
As luzes da cidade não chegam as estrelas sem antes me buscar.

Na medida do impossível tá dando pra se viver
Na cidade de São Paulo, o amor é imprevisível
como você e eu e o céu.



24.1.06


Vocês fazem falta

Sábado eu percebi que a Marina, a Fabi, a Marcy, a Pri, a Oona e a Thaís, todas grandes amigas de todas as festas, não estavam. Estas são as inseparáveis de sempre. Para completar, as um pouco mais novas inseparáveis, mas já velhas amigas também, Lu, Tati, Laura e Gi não estavam. Em condições normais, estariam todas.

A pista estava vazia destas pessoas, ainda que bombando. Daquele grupo de sempre, estávamos eu e o Tonho. Só. E os DJs ZéK e Fil (RJ). Minha queridíssima prima Thaís percebeu. Meu amado namorado e sua animada e querida turma preencheram o vazio espacial e, com muito amor, trouxeram alegria e diversão à nossa roda na festa da Mari e da Ana Flávia. Tinha a querida Bia Camargo, também.

Bateu uma saudade forte, como se quem estivesse fora fosse eu. É, parece que o mundo deu um nó. Eu vim e um monte de gente foi. Ou simplesmente faltou. Mas o mais importante é o sentimento que vai dentro, e é muito bom. Amo todos vocês, queridos amigos deste e de outros grupos. Brindei a vocês. Profundamente. A noite inteira.



18.1.06


Consegui!

Respondi uns 120 scraps (ou recados do orkut) postados desde o meu aniversário, 20 de dezembro.
Adoro receber parabéns, e dar também, e acho que se alguém me escreve é porque queria deixar registrado o carinho e tal... responder é o mínimo de retribuição, já que eu não consigo dar parabéns pra todo mundo que eu gostaria, muito menos marcar de ver uma vez por mês...

Engraçado é que essa mania NÃO pegou na Espanha - só tenho meus amigos brasileiros de lá e uma mexicana contaminada pelo convívio intenso com brasileiros e seus orkuts.

Agora, mensagens coletivíssimas eu não respondi, não. Amigos que me mandaram mensagens coletivas, eu também amo vocês, também quero vê-los, também desejo um feliz 2006 e tudo de bom no ano do hexa! E os que não escreveram também!

Ufa! Meus dedos estão pedindo arrego. Parei por aqui. Beijos



17.1.06


Fila do show do U2: Eu fui!

"Sou brasileiro, e brasileiro não desiste nunca!"
Talvez essa tenha sido a frase que de certa forma me animou a passar o dia torrando na fila...

É, não foi só isso, na verdade. Também pesou que na Espanha eu teria que pagar 90 euros, e aqui seriam "só" 100 reais. E que eu realmente não tinha muito o que fazer... nada, assim, inadiável. E que o Pão de Açúcar que estava vendendo os ingressos fica literalmente em frente à minha casa (em São Paulo). Conforto, banquinho, xixi em casa, protetor solar, água gelada e de graça. Eu e o Dani nos revesando, um subia pra trabalhar, o outro ia pra entrevista. Um de cada vez, claro. Até descemos com banquinho extra e biscoito pros amigos da fila. Amigos, porque afinal, passamos 11 longas horas juntos.

Na verdade, foi um teste de resistência. Ou dos limites da cara-de-pau. Porque houve problemas do sistema, mas os piores problemas estão nas pessoas que acham que podem fazer qualquer coisa na base do jeitinho. Por exemplo:

- os cambistas que dormiram na fila e na hora de comprar os ingressos, em vez de comprar os seus 10 regulamentares, ficavam se turnando entre os três caixas e saíam com uma pilha de 40, 50 ingressos.

- as velhinhas, gestantes e mulheres com crianças de colo que abusavam do seu direito de ser atendidas com prioridade, comprando ingressos para netos, filhos, amigos e... o que é pior, desconhecidos que lhes pagavam 10 ou 20 reais. E, quando decidiram organizar um caixa exclusivo, ainda reclamaram porque estava demorando muito.

- os fura-filas em geral. Desde executivos até cambistas. Quando a fila começou a andar, pelo que podíamos prever, seríamos atendidos lá pelas 16h. Vá lá. Mas deu 22h30 e nós ainda estávamos a 200 pessoas do caixa! As pessoas que chegaram às 6h foram atendidas às 20h!

- as pessoas que querem resolver tudo na base da encrenca. Tem um povinho que fica incitando os outros a brigar só para gerar confusão. Pra ver se quebra tudo, se ameaça e consegue alguma vantagem com isso, pra "roubar" os ingressos.

- quem acha que todas essas coisas são normais e faz vista grossa porque, se tivesse oportunidade, faria a mesma coisa.

- quem não organiza as coisas direito e depois faz que não é com eles, postura que o Pão de Açúcar manteve ao longo de todo o dia.

Fiquei com muita raiva. Até porque tinha amigos na fila e eu não fui no lugar deles. E porque moro num prédio que tem tantos idosos que até parece um asilo, e mesmo assim não pedi pra ninguém comprar o meu ingresso.

Acho que eu queria ver até que ponto as coisas iam chegar, e foi muito além do que eu esperava. No máximo, já contando com sistema caindo e filas furada por uns poucos, às 20h eu tinha que ter esse ingresso.

A minha sorte é que, apesar das bizarrices, conheci gente muito legal na fila e que ficou porque pensava como nós. Ninguém é santo, nem eu quero dizer que sou, não é essa a idéia. Mas as coisas têm um limite, que é o limite do razoável. Limite que muitos não tiveram ontem.

A minha sorte é que eu nem sou tão fã do U2 assim. E ainda fiquei moreninha e li 90 páginas do meu livro. Agora podem ter certeza que na quinta-feira eu não volto pra fila. Nem a pau. Sou mais um membro da comunidade dos que ficaram na fila pra não ver o show.



13.1.06


2006 com algo de diferente

Oi, gente!
Feliz ano já não tão novo assim...
Estou escrevendo porque finalmente decidi tirar o blog do limbo. Continuo não prometendo nada quanto a freqüências, mas achei melhor publicar logo essas fotos pendentes que eu quero colocar antes que elas e eu caiamos no ostracismo. Risos.

A primeira viagem do ano, em fotos e em saudades, será a Córdoba.
Antiga capital de Al Ándalus, o grande reino mouro que se estendia até... o Oriente Médio. Não pela Europa, claro, pelo norte da África.



Bela e com gentes muito simpáticas, como Rafa e Mari, nossos já não tão novos amigos de lá. Não digo pela idade, mas porque enfim já se passaram seis meses. Mas as fotos continuam valendo, e muito.

Impressionante é a necessidade de sombra num calor de 41 graus quando o sol já está a baixar... E a estrutura do lugar. Casas brancas, para que as paredes não absorvam calor. Ruas estreitas, para que se caminhe pela sombra o maior tempo possível. Água fresca na praça, na rua, em todo lugar. E a necessária siesta, já que entre 11h e 16h o calor é mais insuportável ainda.

Sem querer ser repetitiva, para ver, como sempre, clique na foto.

Boa viagem!



15.12.05


Convites


Deus em Nós, Cantata de Natal muuuito bonita, da qual estou participando. Venham no dia 17 ou 18, porque dia 16 eu não participarei!


Direitos de Resposta, programa produzido pelo Ministério Público Federal, Coletivo Intervozes (a ONG da qual eu participo) e outras 5 ONGs de direitos humanos. Está sendo transmitido na Rede TV! diariamente às 16h.

Sejam bem-vindos a ambas. Em ambos casos, clique na imagem para saber mais.

Beijos



6.12.05


Dias e dias
(escrito ontem, mas sobrou preguiça e eu não publiquei)

Há dias mais fáceis e outros mais difíceis de se viver. Acho que estou num desses mais difíceis. Será que foi a cólica que azedou o meu humor? Não sei, mas felizmente o dia praticamente já acabou. E não rendeu nada. Enfim. Espero que aconteça algo de bom amanhã. Ou que pelo menos não aconteça nada de ruim.

Meu processo de readaptação ao Brasil anda de vento em popa, menos quando:
- lembro que o Dani não está a um quarteirão de distância, mas a uma hora de carro - se tiver sorte
- a falta de trabalho consegue me desanimar
- eu vejo que o jamón serrano, habitué nos pratos espanhóis, custa R$ 179 o quilo, no Pão de Açúcar
- dividir quarto com irmãs é mais difícil que com amigas
- percebo que para estar perto das pessoas de quem eu sentia saudades, tenho que estar longe de outras

Enfim. Coisas normais que se tornam gigantes quando uma pessoa está de bode. Mas não posso negar que amo as pessoas daqui, e muito! Família, amigos, todos!

Para aliviar ou aumentar a saudade, coloquei dois álbuns de fotos:


Casamento do Sérgio e da Zawy, onde aparecem meus amigos da igreja da Espanha (Clique na foto para abrir o álbum)


Eu e o Dani em Sevilla, Andaluzia, sul da Espanha, linda!

Bom, é isso. Bom dia para todas e todos. Espero que hoje seja um dia melhor! E que vocês gostem das fotos!



3.11.05


Oi, queridos leitores do meu blog!

Já cheguei ao Brasil. Na verdade, já faz bastante tempo. É que eu andei meio com preguiça da vida excessivamente virtual... E na verdade ainda não sei o que fazer com essa preguiça...

Bom, pelo menos publiquei umas fotinhos, dos meus amigos do master, lá no multiply.

Esse é um exemplar, com o Ricardo e a Ailleen...


(Clique na foto para abrir o álbum)

Foi no dia 31 de maio, quando eu entreguei a tese. Um dia depois do aniversário do Dani. Saca só o tamanho das minhas olheiras...

Bom, por enquanto, vou aparecendo de vez em quando, principalmente quando subir umas fotinhos. Estou pensando em mudar o caráter desse blog, porque eu não vou ficar publicando a minha vida privada por aí, sendo que os leitores convivem comigo, né? A maioria, pelo menos. Dá pra escrever pessoalmente pros outros.

Estou pensando se me inspiro pra continuar escrevendo por aqui. Acho que vai depender do apoio do público! Hahahaha!

Estou em São Paulo há 20 dias e tem muita gente que eu ainda não vi. Oooo, dureza!!!

Beijos



6.10.05


Acabou!

Oi, pessoal! Estamos de volta a Madrid depois da nossa super hiper viagem.
Fechando malas para voltar ao Brasil. E que malas, diga-se de passagem!
O Dani chega amanhã e eu, na terça que vem.
Nos aguardem, estamos quaaaase por aí. Felizes e contentes. Cheios de novidades e fotos, que serão postadas já da terra natal...
Beijos
Lidia e Dani



25.8.05


Bruxelas

Oi, já estamos viajando...
Já estivemos em Lyon e em Barcelona. Visitamos Targino, Ariane e Carlos.
Desviamos a rota pra visitar a capital da Europa, também conhecida como capital da Bélgica... tá chovendo e um calor insuportável de 16 graus... hahaha
Sorry mas terei que contar os detalhes quando chegarmos ao Brasil... Tempo na Internet é dinheiro...
Tentarei entrar pelo menos para atualizar vcs sobre nossa localizacao...
Seguimos amanha pra Amsterdam.
Estamos arrasando no frances e no ingles. hahahaha
beijos
Lidia e Dani



14.8.05


Sevilla. 14 de agosto

Viagem curta antes do casamento do Sérgio e da Zawy.
A cidade é linda. O sol, de rachar o coco. Às 13h (equivalente às 11h do sol no Brasil), 37 graus. Dormir a siesta é obrigatório por aqui, questão de sobrevivência.
A pensão é linda, decoração bem típica.
19h30, acabamos de acordar. Vamos pra rua de novo.
Hoje eu e o Dani comemoramos 2 anos de namoro. DOIS ANOS! Recorde absoluto. Não sei como ele me aguenta... hihi. Brincadeira. Dani, te amo. Muito.
Dia dos Pais. Com o meu eu já falei, mas o sogro está inacessível. Parabéns a ambos. E a todos os pais. E a todos os novos pais do baby boom. E a todos os pais em potencial.
Leio só os títulos das notícias no Brasil. Não gosto de me sentir mal com tudo o que está acontecendo. E é inevitável sentir-se "fatal" sabendo de tudo o que acontece.

Bom. É isso...

Beijinhos.



10.8.05


Listos?

Tá todo mundo preparado? Todo mundo a bordo?
Eu e Dani começaremos uma viagem dentro de pouco mais de uma semana. Uma longa viagem, com vários amigos no percurso.
Faltam dois dias para acabar o estágio, três para visitar a Andaluzia, pouco mais de uma semana para casarmos nossos amigos e... no dia seguinte, pé na estrada!
E quando a estrada acabar, BRASIL! SAMPA! Casa! Família (e agora, cunhadoSSSSSSSSSS, no plural)! Amigos! Pizza! Churrasco! Lasanha! Vila Madalena (Ó, né, amigas? Tô sabendo)! Igreja do Morumbi! Morumbi Sul! Reuniões de família! Rio de Janeiro! Intervozes! Procurar emprego (se alguém quiser ir adiantando essa parte, agradecemos...)!! Intervozes (mas sem exageros, por favor. Me filiaram ao Overvozes...) ! Praticar esportes! Arrumar armários (até que eu gosto)! Mostrar fotos! Contar as novidades! Ensinar espanhol (sempre vai ter um amigo que vai perguntar como se diz não sei que palavra... hahaha)! Zé Paulino! Edna (e as mordomias que ela representa)! Visitar o baby boom e os recém casados e independizados! Pão de Açúcar 24 horas! Carro! Roupas das irmãs! Sei lá, tantas coisas...

Mas o fato é que agora vamos viajar e depois, voltar pro Brasil. Vocês querem que eu mude o nome do blog pra Lidia na Europa? Lidia por aí? Ou deixo assim mesmo, porque afinal minhas malas ficarão em Madri?

Olha, acho que não terei condições de contar muitas novidades. Mas quando eu chegar, eu conto...

Curtas:::
- Eduardo Tardin, protagonista do post anterior, está na casa do Dani e volta hoje pro Brasil. Chega amanhã.
- Cantaremos no casamento dos amigos. Eu e Dani, e mais alguns. Para inveja e orgulho (hihi, brincadeira) das minhas companheiras de piso viciadas em Operación Triunfo (o Fama da TV brasileira, mas em versão melhorada).
- Dani está acabando a tese dele. Com todo o meu apoio. E vamo que vamo!
- Comprei um MP3 player e um cartão de conexão sem fio. Com parte do presente que meus pais me deram: a volta à casa. Tô moderrrna!
- Ah, e fui na Zara. E saiu mais barato que comprar no Brasil. E fashion.

Fui!



9.8.05


Diálogos insólitos, ou a conversa mais sincera dos últimos tempos
Em homenagem a Meus Pássaros Brancos Voaram

Ela: Você é do Rio de Janeiro? Que legal!
Ele: É, mas eu não gosto do Rio de Janeiro, gosto mesmo é de São Paulo.
Ela: Como assim, não gosta do Rio? E da praia?
Ele: Eu não gosto de praia. Morava em frente à praia de Ipanema e nunca ia. Agora eu moro em São Paulo e gosto muito mais.
Ela: Morava em frente à praia de Ipanema e não ia à praia? Menino, você tem problemas, deveria fazer uma terapia.
Ele: É, já pensei nisso, mas agora não tenho dinheiro e não quero pagar.
Ela: Eu arranjo um bem baratinho para você.
Ele: Só se for de graça! Já disse, não vou pagar!



8.8.05


Saudade.
Da Espanha. Do Brasil.
Diz a Carol que o fato de eu viajar um mês e meio antes de voltar pro Brasil vai tornar a mudança menos repentina. Sem teto em Madri, a alegria de voltar para meu quarto no Brasil será impar. Nem a invasão ao meu armário promovida pelas irmãs poderá detê-la!!!
Agora o máximo que vocês terão são cápsulas.
O tempo não pára! Tá acabando!!!
Bjocas



5.8.05


Grrrrrrrrrrrrrrrr

Tenho que tomar de novo a decisão de ser uma pessoa doce. Já dizia o Che. Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura.
Tá difícil.
Já não sou mais a Poliana que vê o lado bom de tudo.
Existem pessoas feias, políticos corruptos e empresas incompetentes.
E o perdão, e o amor, e a alegria de viver. Mas tem horas que esses se escondem!

Estou me segurando para não falar de política. Acho que temos que esperar todo o circo pegar fogo antes de soltar críticas e desilusões, antes de dizer em que e quem acreditamos ou não.

Estou me segurando para não odiar pessoas que me magoam. A mágoa machuca mais quem a guarda. É melhor simplesmente deixar essas pessoas feias passarem.

Também estou me segurando para não rodar a baiana com gente incompetente e que trabalha de má vontade...

Ok. Obrigada por me ouvirem. Vou pra balada, são 16:30. Amo vocês e prometo voltar de melhor humor... Es que hay cosas que me hacen hervir la sangre... grrrr.....

Ps - Já tenho a passagem de volta ao Brasil em mãos. outubro!!!
Ps2 - Já sinto uma nostalgiiiiiia de Madriiii....



3.8.05


O segundo melhor amigo dos ibero-americanos

Tradutor Universia. Espanhol-português e português-espanhol. Bem bom. Traduz textos e páginas da Internet. Ainda destaca o que pode estar mal traduzido...

Só perde para o Google, como bem disse a Cássia.



1.8.05


San Sebastián

Depois de muita crise de excesso virtualidade, resolvi ampliá-la: criei um álbum virtual... No Multiply...



Clique na foto para ver mais imagens de San Sebastián e Bilbao (passeio deste fim de semana) e também do museu do Louvre, em Paris. Espero que vocês gostem da novidade. Comentem por aqui.

Beijos



28.7.05


Vozes da Democracia

É com alegria que comunico que o livro Vozes da Democracia, escrito por diversos integrantes do Intervozes e do qual eu participei, foi aprovado para publicação, ontem, pelo Comitê Editorial da Imprensa Social, com copyleft.

Este foi o parecer do Silvio Barone, da Ashoka, que deu o parecer final sobre o livro:

Foi um privilégio para mim, defender o trabalho de vocês. Sem dúvidas, a democracia inexiste sem a comunicação livre principalmente em um período tão complicado quanto a decada de 70. Além disso, não tínhamos nenhum registro histórico sobre esse tema, o que legitima ainda mais este projeto.
(...)
Parabéns a todos.



Nostalgia

Hoje fui pela última vez, provavelmente, à universidade. Já pedi o diploma (que fica pronto em um ano e eu receberei no Brasil), peguei minhas notas e minha tese. Tirei fotos, enfim, me despedi.

Vou sentir saudades. Mas a vontade de voltar pro Brasil e, antes, de viajar pela Europa é tão grande que meio que apaga o resto.

A Laura volta pro Brasil amanhã. Com 32 kg de livros meus. Um horror... Minha mãe não sabe o que fazer com tantas coisas. Nesses dois anos fora, minhas irmãs ocuparam MEUS espaços que ficaram vazios...

Medo medo medo medo medo.

Vale lembrar que nostalgia, em espanhol, significa mais ou menos o mesmo que saudade em português. Mais ou menos, né?



19.7.05


Querido diário: (ou melhor, queridos amigos:)

Faz tempo que eu não passo por aqui simplesmente para dar notícias. Bastante tempo...

É que a vida tem estado bastante corrida. Muitas visitas - semana passada os pais e a irmã da Ju (que mora comigo) estavam lá em casa. A Shadi já foi embora e estávamos procurando alguém pra colocar no lugar dela (problema já solucionado). E antes de eles irem embora, a Ana, que morava comigo no ano passado e agora adotou Londres como endereço, chegou para uma visita. A Laura continua por aqui. Eventualmente, toda essa gente, mais o Kiki (aquele meu amigo espanhol que é amigo da Tati Lotierzo), a Carol (que mora comigo), eu e o Dani nos reunimos para fazer algo.

Isso significa várias baladas, jantares, cinemas ao ar livre, cervejinhas, vinhozinhos, caipirinhas. Tudo bem gelado para refrescar um pouco o calor de 40 graus que anda nos matando... Mas ainda prefiro o calor que o frio, e o digo apesar do risco de me arrepender, motivado pelos 42 graus registrados alguma vez em algum relógio ao sol. E à noite parece que o calor piora. Até refrescar um pouco já são 3 da manhã!

Continuo fazendo estágio na ATEI, até a metade de agosto. Depois, eu e o Dani já estamos organizando uma viagem bem legal pelas Zoropa. Vamos pra uma pá de lugares, como dizem os paulistas (meu sotaque já tá uma coisa tão esquisita que eu já falo dos paulistas em terceira pessoa...). E vamos visitar vários amigos, o que me deixa especialmente animada.

Sei que ainda devo muitas histórias de Paris. E cada vez mais acho que não darei conta de contar todas. Mas a cidade é simplesmente maravilhosa. Fiquei apaixonada e com vontade de passar um tempo por lá. Creio que Londres e Berlim produzirão um sentimento parecido em mim. Os jardins de Paris são uma graça, no verão ficam cheios de gente tomando sol, fazendo pic nic, brincando, tomando sorvete, etc. A cidade tem monumentos em tudo quanto é lado, uma coisa impressionante.

Mas o ar parisino tem uma certa petulância real, que não se vê em Madri. Por exemplo, sentamos num restaurante pra jantar. Antes de pôr o segundo prato, o garçom deu a maior bronca do mundo porque os talheres não estavam onde tinham que estar! E sempre tratando os rapazes de "monsieur". Meio chato, tipo aulas de etiqueta em forma de bronca para quem não as solicitou. Isso sim é que é falta de educação!

Agora, em compensação, fora a demora e as broncas, pudemos ver o que é comer à francesa. Na maioria dos lugares, nos trataram super bem. Nos restaurantes, sempre com um copinho de água de ótima qualidade acompanhando! Aliás, a água de Paris tem um gosto excelente, não sei explicar. Falo da de torneira, mesmo. Bom, a Evian também é boa, melhor ainda.

Tenho que pôr mais fotos... Do "Marais", por exemplo, ou "Marré" da música "eu sou pobre, pobre, pobre / de Marais, Marais Marais/ eu sou pobre, pobre, pobre/ de Marais desci!"...

Enfim, já voltei a falar um pouco de Paris e não era essa a idéia. A idéia é contar coisas de Paris acompanhadas de fotos. Afinal, foi também para isso que eu tirei 280 fotos. Tentarei ser mais fiel e vir com mais freqüência, querido diário e prezados leitores.

Além do que eu já contei, depois de ter o Dani à minha inteira disposição para ajudar no que fosse necessário no mês de maio e de um mês de descanso de estudos em junho, agora é minha vez de ajudá-lo com sua tese/trabalho final. Queremos terminá-la antes das nossas merecidas férias de dois anos de muitos esforços braçais e intelectuais.

Ah! Já saiu a nota da minha tese. 8,5 , "Notable". Tendo em vista que era uma análise de linguagem e escrita em espanhol, fiquei satisfeita com a nota. Mas se fosse em português, quereria mais. Mais que nada, estou satisfeita com o que eu aprendi. Agora é só tramitar o título, viajar um montão e partir pro abraço no Brasil!!!

Chego em Sampa em outubro, acho que ainda não tinha comunicado isso oficialmente. Em um princípio para ficar. Queridos amigos e leitores jornalistas: se quiserem já começar a procurar um emprego pra gente, a gente aceita de bom coração! :-)

Estou já com o meu coração no Brasil. Mas tenho evitado ficar totalmente bem-informada para não me deprimir. No Brasil, bizarrices da corrupção. Na Europa, bizarrices do terrorismo. Não tem jeito... Mas ainda bem que os amigos e a família continuam lindos e queridos, apesar da conjuntura.

Fui, porque tenho que trabalhar, apesar de que o chefe está de férias e os outros chefes não estão - a sala da "diretoria" (haha) está vazia porque estão trocando o piso. Adiosito, queridos, até a próxima!



11.7.05


Vale a pena ver

1) Esse depoimento do Tony Meléndez. Um exemplo de fé e de boa vontade para mudar as coisas.

2) Esses depoimentos na manifestação contra a censura no Jornal do Commercio.

Na descrição de Marcelo Arruda, "se trata do link com imagens do ato realizado em Recife referente a demissão do jornalista e editor executivo do Jornal do Commercio Cícero Belmar. Motivo? Autorizou a publicação de uma reportagem referente a libertação de trabalhadores submetidos a condições análogas à de escravos na Destilaria
Gameleira, no município de Confresa, em Mato Grosso.

A destilaria pertence ao empresário pernambucano Eduardo Queiroz Monteiro, também proprietário do jornal Folha de Pernambuco. A notícia, contrária aos interesses de Monteiro, foi considerada como uma campanha para denegrir as suas empresas e seu jornal. Segundo Belmar, para que não hovesse abalos na amizade entre Monteiro e João Carlos Paes Mendonça, dono do JC, algo teve que ser feito..."

3) Qualquer filme ao ar livre. Este sábado vimos Los Padres de Él (não sei como seria em português). Engraçadinha!



Histórias sem noção

Vou contar rapidinho, antes que seja tarde.

A primeira:

Cenário: Dani e Lidia num restaurante beeem sujinho em Paris.

Bêbado: je suis blá blá blá (em francês)

Dani: (silêncio)

Bêbado (sempre em francês): Vocês falam francês? Espanhol? Inglês?

Dani, com a cabeça: Não, não, não (contexto: tínhamos combinado que só falaríamos em português para diminuir a possibilidade de conversar com chatos. E abriríamos a exceção para pessoas simpáticas).

Bêbado: Que idioma vocês falam?

Dani: Português.

Bêbado (em português, com sotaque paulistano): Sério? Que legal! Eu sou brasileiro!

O cara nasceu em Paris mas morou 20 anos no Brasil, na infancia e adolescencia. O que parecia um nível de bebedeira bem elevado depois se transformou num nível de bebedeira conhecido de muitos somado à falta de uma das pernas, que o fazia cambalear.

Ele ama o Brasil, mas não pisa no país desde a sua juventude, há uns 30 anos... E ainda disse que o pai dele foi o primeiro dono do Peg e Pag. Foi a primeira pessoa que nós conhecemos em Paris. Nos ajudou bastante a matar a fome inicial, quando meus seis meses de francês ainda estavam tímidos, no fundo da minha consciência.

A segunda:

Exatamente uma semana depois da anterior.

Cenário: Evi e Fulvio (primos da Carol), Carol, Lana (chefe da mesma), Lidia, Dani e Shadi na mesa da casa das meninas. Comendo macarronada italiana feita pelo italiano. Um calor insano. Todas as janelas abertas e papo animado.

De repente, entra um vulto voador pela janela. O resto da história eu reconto, porque não vi. A pré-adolescência em Sorocaba me deixou com um medo indescritível de que um morcego enrosque no meu cabelo e, ante a impossibilidade de buscar comida em outras partes, resolva morder meu pescoço. Na faculdade, uma entrevista sobre raiva em morcegos se soma à experiencia anterior.

Meu subconsciente e o estudo profundo de jornalismo de guerra no passado recente me levaram imediatamente para debaixo da mesa, antes de que o animal pudesse pousar no varal de casa.

Depois de muitos gritos (sendo o meu o principal), os presentes à mesa puderam atestar que o animal deveria ser um papagaio. Papagaio? Sim, isso mesmo. Verde, como os brasileiros. Loro! Loro! Dani se pôs a assobiar, para que ele se sentisse mais à vontade. Com tanta gente, o bichinho se assustou e voltou pela janela que tinha entrado.

Só aí as pessoas foram perceber que eu estava debaixo da mesa. Levanta, Lidia! Água com açúcar. Risadas, muitas. Internet: descrição sobre o papagaio: vôo pesado. É, parece que era um papagaio mesmo! Claro que era, dizem os presentes.

Fecha a janela. Nunca mais dormi de janela aberta. Acho que nunca mais dormirei de janela aberta. Tenho medo de papagaio... hahahaha!



8.7.05


Todos e todas

Já estou com a mente e o coração no Brasil. E pensando cada vez mais sobre o que acontece no aqui em que eu não estou, mas ao qual pertenço. Infinitamente. Indubitavelmente.

Ainda não sento nos bares com os brasileiros no Brasil, porque apesar de já ter ido em parte, ainda não cheguei.

Mas tenho pensado sobre o que ele e ela andam dizendo. O diálogo segue por e-mail, e já não é diálogo. Debatemos todos e todas, todas e todos.

Tenho muita dificuldade em falar em feminino e masculino. Gosto da idéia de um plural neutro. Mas o neutro é masculino. E impor o masculino sobre o feminino não é só questão de linguagem, por isso se começou a falar assim, todos e todas, ou todas e todos - porque também daqui a pouco se questionará por que o homem vem antes. Tem gente que põe o plural neutro com arroba. Tod@s. Me soa a neutro.

Tenho acompanhado, ouvido, aprendido. Ainda faltam passos importantes para que os homens e mulheres, as mulheres e homens, se entendam e respeitem completamente.

Me alegro de que mulheres e homens estejam aprendendo a dialogar, a trocar, a recolocar-se em sua relação. Mais no Brasil que na Espanha, onde muitas mulheres continuam sendo maltratadas e assassinadas. O diálogo dos meus amigos brasileiros tem muito o que ensinar a esta triste realidade espanhola.




7.7.05


Uma constatação
Todos os dias que tem atentado eu acordo angustiada, mesmo sem saber das notícias. Ainda bem que a recíproca não é verdadeira, mesmo que eu não acorde angustiada muitas vezes. Será que se eu banir a angústia param os atentados?

Meios e terrorismo
Hoje entrevistei uma vítima do 11-M que disse que não vê mais TV porque só fala de terrorismo. Se sair a matéria eu mando o link!

Localização
Como só falo de Paris, tem gente achando que eu estou por lá. Não, pessoal, estou em Madri.
E preparem-se, porque acabando minha estadia aqui, este blog terá que mudar de nome. Pode ser Lidia na Europa por um mês. Depois, terá que ser algo mais standard, ou mais criativo, para que continuem lendo minhas tortas linhas mesmo estando no Brasil.

Fui!



Terrorismo

Desde que terminei minha tese, não escrevi nada sobre isso aqui. E lamento que tenha sido apressada pelas circunstâncias.
Quando Paris, Londres e Madrid ficaram como finalistas para sede das Olimpíadas, temi por isso.
São três cidades muito visadas pela Al Qaeda. Ainda não se confirmou que eles foram os autores, mas alguns indícios.
- O momento em que o fizeram. Não poderia ser "melhor" para um grupo tão preocupado com sua publicidade: Grã Bretanha é a presidente da União Européia, Londres é futura cidade olímpica.
- Os atentados simultâneos, em vários lugares ao mesmo tempo.
- O horário (de noticiários), propício para as informações entrarem ao vivo nos canais de televisão.

É lamentável que um grupo opte por este tipo de atuação, matando pessoas inocentes, independentemente de suas motivações ou das causas estruturais que possam levar as pessoas a aderir a este tipo de ações. Inevitável lembrar a dor que vi ao vivo em Madrid. Inevitável voltar a sentir a dor que senti naquele momento.

Que acabe já o terrorismo! Que o mundo se mobilize para uma política de paz, segurança e oportunidades para todos!



3.7.05


Paris 2: monumental

Porque não requer muitas explicações...



Mas antes o hotel, que vocês estão esperando há taaanto tempo! Em esquema acampamento, cabem quatro pessoas nessa cama. Eu estou em diagonal. Mas o quarto era bem chique, o mais caro da minha vida, olhando para o passado e acho que para o futuro também. Risos.




Palácio de Versailles, sala dos espelhos, onde assinaram o Tratado de Versailles. Fiquei emocionada.




Museu D´Orsay. Impressionismo predomina, mas também tem Rodin e outras coisas interessantes.




Obelisco. Não podia acreditar que estava vendo-o...




Arco do Triunfo!!!




Monumento à República.




Praça da Bastilha!!!




Panteão



Sacre Coeur. No alto do morro. Linda. A vista, idem.
A seguir mais fotos e histórias...



2.7.05


Paris: o dia em que não fomos

Queridos amigos,
Finalmente começo a contar a tão esperada viagem a Paris... Tentei publicar um dia desses, mas demorei muito escrevendo e... perdi tudo! Droga! Aí vai...



Tudo começou com um vôo que atrasava e atrasava, apesar da promessa de pontualidade da Ibéria. Depois de cinco horas de espera, sendo uma de aeroporto fechado por causa das chuvas - e olha que nunca chove em Madri... -, vôo cancelado.

A galera se revoltou (especialmente os que estavam em conexão):
- Queremos vuelo a Paris! Queremos vuelo a Paris!



A Ibéria, provando ser uma empresa latina, cedeu às pressões. Ia dar prioridade aos que estavam em trânsito por aqui, para não ter que pagar hotel pra galera. Mesmo assim resolvemos esperar. A mulher que estava dois lugares mais à frente na fila, de Madri, conseguiu embarcar. O homem atrás dela, em conexão, não. Enfim, criam regras para não cumpri-las.



Nos levaram para o Hotel Meliá em Madri. Cinco estrelas... O Dani conseguiu mudar a reserva do hotel (que tinham nos dado) pro dia seguinte... Beleza... Pensamos em ir trabalhar na sexta e faltar na terça, mas esse mega café da manhã fez a gente mudar de idéia.



Resolvemos compensar tudo depois e fomos dar uma volta por Madri. Lugares ainda desconhecidos para nós. Demos uma volta de teleférico na Casa de Campo, o "pulmão" desta cidade em que vivo.



Também fomos ao Palácio Real. Antes de ir ao Palácio de Versailles: vai que perde a graça?
Chegamos ao hotel para almoçar antes de viajar (26 horas depois do previsto), mas já tinha acabado o almoço. O garçom nos ofereceu levar uma comida fria no quarto. Aceitamos, pensando um sanduíche. Veio um almoço bem decente, mas não tiramos fotos por causa da pressa...

Finalmente, na noite do dia 24 estávamos em Paris. Num hotel animal, como disse abaixo. A seguir cenas do próximo capítulo...

PS - Laura Naime, ex-ecana ilustre, já está em Madrid, aqui em casa hoje. Depois vai pra uma residência, fazer um curso de verão. Bjs



30.6.05


Ê, ¡vida boa!



Para não deixar dúvidas de tradução:

"Forçados, pela apurada tradição latina de fazer a siesta de verdade durante os tórridos meses de julho e agosto (nos referimos às temperaturas do Hemisfério Norte), suspenderemos (com certa dor) o envio de nosso boletim durante umas quantas semanas, até 5 de setembro, conscientes de que boa parte dos nossos sócios não estarão em condições nem de abrir o e-mail. Feliz praia e muito descanso". (Boletim do Periodista Digital)

PS - Tentei publicar fotos de Paris ontem, mas tive que bater um bom papo com urgência. Questão de prioridades, sorry... Quando acabei, estava a ponto de dormir em cima do computador. Tentarei de novo... acho que amanhã!



23.6.05


Enquanto isso, em Madrid...

* Calor de fritar o coco. Quando faz 31 graus já é um alívio. 37 graus é uma média razoável do que temos nas horas mais quente. Se a janela está aberta, vem um bafão de ar quente. Se está fechada, efeito estufa. O computador trabalha 2 horas bem e já pede arrego. E eu tenho que dar arrego, se quiser que ele sobreviva.

* Sábado passado teve uma "Marcha da Família" aqui em Madrid. Acho ótimo que promovam a família. Mas o problema é que tal iniciativa só surge contra o homossexualismo, não de forma espontânea. Tudo começou porque há alguns meses foi aprovado o casamento gay. A Espanha é o primeiro lugar a chamar a união civil entre homossexuais de casamento, e a Igreja Católica e a "família" estão escandalizadas. Isso foi acontecer justo no país com mais católico do mundo em proporção da população...

Sou crente, evangélica, ou seja, não posso ser considerada exatamente imparcial ou entusiasta do homossexualismo. Mas sou simpatizante do Estado laico em que todas as pessoas têm o MESMO direito. Tenho amigos homossexuais que eu amo tanto quanto os amigos heteros, sem nenhuma distinção. E por mais que o casamento seja uma instituição cristã, não tenho nenhum problema em chamar também de casamento à união homossexual. Até porque ele também é uma instituição laica. Se a Igreja quer ser tão preciosista, que faça uma campanha para proibir o casamento civil, então!

* Os pais e a irmã da Ju chegam este fim de semana. Eu e o Dani vamos hoje a Paris e estou REALMENTE emocionada. O hotel é beem chique e Paris deve ser linda. Eu acredito nisso e acho que a realidade não vai me decepcionar... Obrigada, Fabrício, pelo teto nos dias seguintes, e obrigada, Helô, pelo contato!

Beijos, até terça ou quarta da semana que vem!



20.6.05


Fofoca não é notícia

Especialmente esquisito ver a queda do Zé Dirceu poucos dias depois de tê-lo entrevistado. Ou tentado. Eu nunca tinha falado com ele antes, nunca trabalhei no Planalto, nem no PT, nem na Câmara. Nem de um lado nem de outro. Mas o excesso de silêncio era algo estranho, vindo de quem vem. E ele saiu. E dizem que ele vai continuar fazendo as mesmas coisas que faz estando na Câmara.

Eu gosto da Dilma, do pouco que conheço dela, me causa uma simpatia. E acho bobagem sair falando em impeachment ou qualquer coisa que se assemelhe. E também acho bobagem pensar que o mundo acabou, ou o próprio PT acabou, só porque pode ter gente corrupta na sua estrutura. Gente corrupta tem em qualquer lugar! A diferença é que uns têm mais que outros para se corromper...

Isso não significa que eu ache certa essa história de mensalão. Muito pelo contrário. Só acho que o Brasil tem um problema sério, de tratar denúncias (inclusive sem provas) como verdades. E de fazer fofoca virar notícia. FOFOCA NÃO É NOTÍCIA! Uma pessoa ser acusada de algo é diferente de ser culpada de algo.

Enfim. Tudo isso me dá preguiça. A corrupção, a forma de denunciar, a forma de noticiar. De política e do meu futuro voto, meeessssmo, só falo quando voltar ao Brasil e vir com os meus próprios olhos. Faz parte da minha responsabilidade cidadã criar uma opinião própria antes de sair analisando muito...


Amenidades

* Sábado eu fui no show do Carlinhos Brown. Adoro! Ele é mó sucesso aqui! Tinha dois trios: um dele e um do Timbalada. Como o Brown é mó pop, ficamos pro do Timbalada, mais tranquilo. Cinco horas em pé, quatro delas dançando. Lidia tem pilhas Duracell e fica bêbada só com água!

* Não, o Dani não foi comigo. Ele estava em Barcelona, no Sónar. Encontrou dois amigos queridos: o Ricardo Targino, que mora por lá, e o Marcel Gomes, de passagem, cobrindo o Fórum Social Mediterrâneo pra Carta Maior.

* No sábado anterior, estivemos na praia, em Málaga. A "areia" é pedregosa... Mas mesmo assim foi uma delícia. Gracias, Kiki, pela casa e pela hospitalidade.

* Como vocês podem imaginar, estou devendo um montão de fotos. Tantas que já estou pensando em criar um álbum de fotos. Mas tenho medo do excesso de virtualidade. O que vocês acham?

* Falando em excesso de virtualidade, ontem participei do aniversário da minha avó, no Rio de Janeiro, por videoconferência. Vi mó galera da família! A saudade aumentou!

* E por falar em saudade, vou comprar minha passagem de regresso em breve. Chego ao Brasil em outubro. Por enquanto não poderei ver isso, porque esta semana vou a Paris!!! Finalmente!!!

Fui! Bjs



14.6.05


No limite

De uns tempos pra cá, cada vez que eu mando um e-mail pra alguém que não está nos meus contatos do Hotmail, aparece a seguinte mensagem:

You currently have the maximum number of Contacts. To add new Contacts you must delete existing Contacts so that the limit is not exceeded.

Fico pensando: Será que eu tenho amigos/ conhecidos demais? Ou será o Hotmail que é muito limitado? Ou o problema é que eles nunca imaginaram que alguém manteria o mesmo Hotmail por 7 anos, lutando bravamente contra os spams que insistem em chegar, ainda que na caixa de lixo eletrônico? Mas acho que eu não sou a única, né?

Já aconteceu isso antes com o messenger. Para cada pessoa nova que eu queria adicionar, tinha que apagar alguém. Até que finalmente eles acabaram com essa bobagem de limite. Ou pelo menos o expandiram o suficiente pra esse problema não me atingir mais, a mim e aos meus 163 adicionados para um bate-papo virtual.

Tenho uma séria dificuldade de jogar papéis fora. Imaginem então jogar amigos no lixo! É algo inconcebível dentro de mim... Me causa um irrrc. Estou sofrendo. E esperando em mais ou menos silêncio. Se eles não mudarem, mudarei eu. Não quero fazer isso, porque lidianeves@hotmail.com já é uma instituição. "A ver" até quando...



9.6.05


Acho que eu aprendi

Ontem, indo para a aula de rádio (a penúltima do master), cheguei à conclusão de que a melhor coisa que poderia ter acontecido na minha carreira foi este mestrado. Pelas oportunidades profissionais que me deu em relação ao Brasil e à Espanha, mas especialmente pelo que eu aprendi.

Parece que agora eu acabei de acabar a faculdade. Perdi o medo de falar para rádio, de fazer uma passagem para televisão. E aprendi a escrever para agências. Não disse que necessariamente sairia excelente, mas medo eu já não tenho mais... Porque agora eu já sei, pelo menos em tese, o que eu tenho que fazer.
Além do mais, tudo isso estudando política, que eu amo, e política internacional, que eu sabia quase nada. E melhorei meu espanhol muito!
E ainda acrescentarei ao currículo minha primeira experiência como assessora de imprensa e relações internacionais ao mesmo tempo.

Tudo isso, pode parecer bobagem, mas me ajuda a completar um ciclo de experiências e de formação. Me sinto mais "multi" e gosto disso. Não gosto de não saber algo que se supõe que eu sei. Deu pra entender?

Hoje é minha última aula. E termino o último trabalho. Com a sensação de missão comprida, mas cumprida. Com o coração em coisas muito distantes disso, como a cirurgia do meu papis (de catarata. Mas é "tranquila", segundo a minha mãe...). Como o encontro com a Mayra e a tia Sandra Zerbetto Marques, hoje à tarde.
Como as viagens que me esperam daqui pra frente. Como as coisas das quais terei que me desfazer. Como a saudade presente e a futura. Como os sonhos, planos, conquistas, possibilidades, pessoais e profissionais.

Estou feliz, aliviada. Emocionada. Ainda bem que já verei o mar amanhã ou depois de amanhã, para completar tudo isso e me esvaziar: o mar, para mim, é um fio-terra. Tchauzinho.



6.6.05


Voltando à ativa

Esta terça saem 2 matérias minhas e da Estela Viana no Estadão. Comprem! Risos.

Alguém mais quer me passar um freela? Eu vou estar aceitando.

Beijos



1.6.05


Acabei!!!

Acabei a tese. É verdade...
Escrevi 22 páginas no sábado (espaço duplo... mas mesmo assim é muito!).
Segunda foi aniversário do Dani. À meia-noite rolou festa surprise. Estamos em semana de fiesta!
Sábado o Dani fez uma paella EXCELENTE para despedirmos o Rapha, que foi dar uma vorta no Brasil.
Os pais da Carol tão aqui!!! Eeeee!




28.5.05


Reta final

Estou cansada. Alguém quer me substituir? Além do Dani, claro, que ele já está me ajudando há dias.
Ainda não inventaram o tal sistema de transferir idéias pro computador sem ter que digitar?
Estou cansada de ficar sentada. Já estou com cara de computador.
Não aguento mais pensar, ler e escrever.
O terrorismo é realmente uma merda. Mas a pobreza também.
Estou com saudades de mim.
Quero um beauty day! Urgente!
Esse meu mestrado foi muito desorganizado este ano. Tive 2 fins de semana de descanso. No máximo 3.
Sempre que puder, escolha morar fora só com uma bolsa.
Quero férias.
Segunda é aniversário do Dani. E eu ainda não terei terminado a tese.
Esse ano eu não fiz nenhum novo amigo! E nem os velhos eu tenho tempo de ver!
Tô com saudade da minha família. E dos meus amigos.
O pessoal do Intervozes tá reunido. Queria ligar, mas não vai dar tempo. Também ainda não falei com a Ana, que fez aniversário em abril!
Quando eu acabar a tese, ainda não terei acabado. Ainda tenho mais dois trabalhos pra fazer.
Quando eu acabar tudo, vou pra praia no fim de semana. E já estarei trabalhando 6 horas por dia durante a semana. Sim, fui "promovida".
Quero ir pro Brasil agora - nosso amigo Rapha tá indo... Odeio a Espanha. Amo a Espanha. Não dá pra ter a Espanha, só que no Brasil?
Odeio ter que pensar em cozinhar, lavar roupa, lavar louça e qualquer outra coisa quando eu tenho que fazer minha tese.

Falou. Precisava desabafar. Acho que ajudou um pouco. Perdão se o seu dia ficou um pouco mais pesado. Vou voltar a me relacionar com Bin Laden, Bush e etc. do meu mundo de papel. Sorte aí!



23.5.05


Liberdade de imprensa?

O chinês Wen Zhong, diretor do escritório regional do jornal fang Dushi Bao no sul da China, teve dois dedos cortados na quarta-feira passada, para que não pudesse mais escrever. Ele tinha publicado uma reportagem sobre a máfia de Hong Kong e denunciado agressões físicas a outros jornalistas. Tiraram-lhe justamente os dois dedos que usava para segurar a caneta.

Liberdade de imprensa parte 2

No mesmo dia, mataram a jornalista Shaima Rezayee, no Afeganistão. Ela era odiada perseguida pelos líderes religiosos do país, entre outras coisas por usar calça jeans e camiseta - para eles, ela representava valores ocidentales, além de trabalhar em uma emissora financiada em parte pelos Estados Unidos.

Sim, ainda existem jornalistas que sofrem por fazer o que têm que fazer...



20.5.05


Síndrome de fim de curso

Alguns sentimentos repetem o fim do curso da ECA (minha faculdade, para os desavisados):
- a vontade de parar de estudar e trabalhar loucamente;
- os planos de vida não incluem estudos por pelo menos um ano;
- a demanda por vida social intensa;
- a lista de coisas pra fazer (obrigações e desejos) que não pára de crescer;
- a criatividade a toda prova, que tem evasão em sonhos e três pulinhos nos descansos do computador;
- a pouca vontade de fazer o que eu tenho que fazer.

Nessas horas, sou uma pessoa bastante pouco objetiva. Por isso mais uma vez venho ao blog quando tinha prometido tentar não vir. Vou continuar, tá?



18.5.05


É difícil...
Saber bastante sobre um tema mas estar sem nenhuma referência bibliográfica sobre ele.
Acabo de ter uma idéia. Obrigada pelo vosso apoio. Já vai nascer... A tese! bjus



E era verdade...

Eu e o Dani vamos a Paris do dia 23 ao 27 de junho.
Precisamos de um teto para 2 noites. Alguém se oferece para nos ajudar? Podemos deixar uma contribuição...
Beijos



14.5.05


El amor...
1 ano e 9 meses de namoro.
28 anos de casamento dos meus pais.
Casamento da minha amigona Dé com meu novo amigão Alê. E com mensagem do meu pai.
Que dia maaais romântico, né?

Obrigada, Lourdes!
Hoje eu comi uma paella feita pelo marido da Lourdes. E estou ouvindo os CDs dela. Música popular brasileira da melhor qualidade! Eu praticamente não a conheço - ela é amiga do meu amigo Rapha, só a vi uma vez, na fila do Consulado, nem deu pra fazer muita amizade. Mas já acho que ela é muito legal! E o marido dela também!!!

Papelotes: eu leio
Meu amigo Zé K. manda muito bem! Recomendo especialmente o texto sobre a Daniella Cicarelli e o Ronaldo, "Conte-nos a nossa história de amor". Eu, que leio as fofocas originais e as repercussões e estou duplamente de saco cheio desta história - e ao mesmo tempo dando boas risadas - recomendo. Agora, o mais divertido em tempos de Internet é saber que algumas coisas brasileiras chegam a demorar 3 ou 4 dias para repercutir na Espanha e vice-versa. Clique nesse titulozinho se você quer ler o blog dele também!

Tchau!
Afinal, eu tô fazendo tese. Tenho que me comportar. E me dedicar aos estudos. Já tenho 25 páginas feitas. Estou avançando bem... Beijocas



12.5.05


O mundo é tãããããããããããããããããããão grande...
Ao mesmo tempo, tãããããããããããããããããããão pequeno...
Sinto tudo tãããããããããããããããããããão intenso...

Acho que eu nunca vou conseguir explicar pra vocês as coisas do modo como eu sinto.
Totalmente racional, totalmente emocional. É que da parte emocional, muitas vezes é tão grande o sentimento que eu nem falo, porque não daria para falar tudo.

Me sinto vivendo em paralelo. A mim mesma. Aos outros. E ao mesmo tempo, totalmente dentro.
Foi mal aí, galera. Se vcs não entenderam, não se preocupem. Não era o objetivo. Vejam isso como uma expressão e só. Sem pretensão de ser arte nem de ser compreendido. É um momento de aprendizagem. Nessas horas, nada faz sentido. Principalmente no meio da tese.
Tese. Tese!!! Câmbio desligo.



9.5.05


Offline

Mês de terminar a tese não é mês de escrever em blog. Prometo aparecer muito pouco por aqui até dia 30 de maio, quando entregar a dita cuja.

Favor continuar registrando sua presença e manifestando apoio a este momento difícil de vossa escritora preferida deste blog (também, sendo a única é fácil...).

Quero deixar registrado aqui meu pedido aos brilhantes engenheiros para que criem um sistema de auto-organização e redação das idéias que estão na cabeça humana, neste caso na minha.

Aproveito para pedir perdão adiantado aos eventos não comparecidos, telefonemas não dados, e-mails não respondidos, messenger e skype não conectados. Continuo amando todos vocês, mas o tempo está realmente curto!



2.5.05


Minhas amigas lindas

Eu tenho uma constelação de amigas das quais eu queria estar junto neste momento.

A Dé, que vai casar no próximo finde, que eu seria madrinha. A Rachs, para dar aquele apoio. A Marcy, para poupar o skype e falar ao vivo. A Chris, para pegar a Sarinha no colo. A Gi, para ir no chá-bar, no casamento, ver o barrigão... A Má, Fabi, Má, Lau, Ju, Anaps, Ná, porque já é hora de fondue. A Ana, pra comer churrasco e comemorar o aniversário. A Lu, pra resolver logo essa história. A PatyBjo, Tati IBM, Camis, Ju, para acompanhar a gravidez. A Pri, pra ver se ela me conta as histórias, já que ela não me escreve. E a KK, aniversariante de hoje, idem! Minha mãe, minhas irmãs, minha prima, minha tia, minha vó, minha tia-vó. Queria ver também muitas outras amigas que estão em Sampa ou espalhadas por aí afora... tantas histórias, saudades, momentos, vontades.

Estou em coração, em pensamento, com todas vocês. Com as que não escrevi também. E com os meninos também. Mas essas mulheres citadas aí em cima têm acompanhado minhas horas de sol na laje (estudando! aqui é feriado hoje e amanhã!) e estão me deixando com vontade de voltar loguinho ao Brasil...

Amo todas vocês e estou aí em coração, podem ter certeza. Estou nesses momentos em que a saudade dói, uma dor com cara de tese de mestrado, uma vontade louca de escrever uma poesia, sair correndo e dançando por aí, tomar uma taça de vinho. Ou voar de asa-delta, ou nadar 2000 metros.

Estou super bem, mas minha cabeça está cheia do que a Cynthia Zaniratti me disse: depois que você sai da sua terra, se sentirá eternamente incompleta, em qualquer lugar. Estou num desses momentos de plenitude vazia, ou vazio pleno. Tudo me inspira uma reflexão, uma crônica, uma poesia. O tempo urge e me pede uma tese.

Antes eu sonhava ser 2. Depois quis ser 20. Agora quero ser 40, sendo 20 para Madrid e 20 para São Paulo. Não posso. A uma pessoa, que agora escreve neste blog, está consumida este mês pelo trabalho acadêmico.



30.4.05


Fotos para alegrar o seu dia

Eu e o Dani fomos a San Lorenzo de El Escorial, há um mês. O encanto da cidade é o Monastério, onde está enterrada toda a família real espanhola, desde Felipe II. Eu vi as tumbas, mas não vou pôr foto disso que é muito mórbido... Além do mais, minha rainha preferida, Isabel La Católica, não está lá, mas em Granada...


Panorâmica da fila...


Teto de uma das salas!
Chique no úrtimo...

Enquanto isso, na sala de Justiça...
Só eu e Shadi estamos por aqui. Carol, em A Coruña. Ju, en San Sebastián. Dani, no Porto. Viva a tese de mestrado e os fins de semana de muito estudo!!! :-(
Pelo menos, já está calor e eu estou descendo para estudar no parque, no solzinho!!! Ê, beleza!



26.4.05


Apartamentos de 30 m2

A piada do momento, por aqui, são os apartamentos de 30 metros quadrados que o governo espanhol quer colocar a venda.

Essa foi a solução encontrada para o problema da moradia, numa terra em que um apartamento de uns 50 m2 pode chegar a custar cerca de 150 mil euros em Madri, o equivalente a uns 500 mil reais.

Para ver as charges, clique aqui. O cadastro é grátis e vale a pena, especialmente para jornalistas!



20.4.05


O poder da emigração

Para o telespectador que pensa que o Brasil é o ápice da emigração depois que começou América, veja esta seção do jornal El Comercio, do Equador: dedicada especialmente aos temas de imigração!!!

Aproveitem e se informem sobre a crise...



Livros grátis

El próximo viernes 22 de Abril de 2005 , anticipándonos al día del libro y para que todo el mundo que quiera lo pueda celebrar con nosotros, la Editorial Grupo Cero regalará un libro a todo aquel que acerque por su sede, desde las 9.30 hasta las 19.00 horas:
Para el día del libro la Editorial Grupo Cero regala un libro
Lugar: Editorial Grupo Cero,
c/ Duque de Osuna, nº 4
ENTRADA LIBRE
Metro: Plaza de España


Adorei! Não sei se poderei ir... mas de todos modos, vão aí, galera!
Beijos



18.4.05


Documentos sem stress
Acho que aprendi a lição:
1) Assegure-se de que você está levando todos os papéis que te pediram.
2) Leve também todos os papéis que não te pediram, mas podem ter validez legal para o caso.
3) Na maioria dos casos, também pode ser importante ter cópias de todos eles. E dinheiro, caso tenha que pagar por algum carimbo, cópia, chocolate, sei lá o quê!
4) Acorde bem cedo, faça um sanduíche e corra para a fila antes de a instituição abrir as portas.
5) Leve um livro, revista, jornal, walkman, amigo, namorado ou qualquer coisa ou pessoa que ajude a fazer o tempo passar mais rápido.
6) Faça muitas orações, pensamentos positivos ou o que quiser, porque sempre corre o risco de o funcionário público estar de mau-humor ou ser um pilantra.
7) Sorria ou revolte-se sempre que seja necessário.

Hoje, pela primeira vez em algumas tentativas diversificadas de pedir documentos, foi fácil conseguir o que eu precisava. Cheguei na hora no trabalho, li bastante, estou feliz!