Da capitá federá
Ou de onde quer que eu esteja

31.1.06


Domingo de chuva

Choveu tanto aqui na região de Santo Amaro que eu e o Dani tivemos que mudar de caminho cinco vezes (literalmente!) para chegar na minha casa desviando dos alagamentos.

Que saudade dos temporais da Espanha, em geral equivalentes à nossa garoa!



25.1.06


Por São Paulo

Aniversário da terra natal. Com o blog chamando "as cidades e suas caras", torna-se obrigatório escrever algo hoje. Escrever sobre esta cidade que eu amava, me peguei odiando, estou voltando a gostar.

Desde segunda-feira, comecei a caminhar. Procuro, para isso, ruas arborizadas e parques, onde o cheiro do verde é mais forte que o da poluição e esta não me incomoda tanto.

Em homenagem à aniversariante de 452 anos, a música que me fez chorar de angústia nos dias de chuva, alagamento, trânsito, caos. Bem bonita, por sinal. Ou bem feia, pelos sentimentos que aprofundou em mim de que São Paulo não tem jeito. Não sei se tem.

Mas essa cidade meio exageradamente misturada, confusa, engarrafada, metida a besta e ao mesmo tempo simpática tem seu charme que a difere de todas as outras. Tem que procurar. É o que eu tenho feito. Nos bares, nas ruas, nos parques, ou, como dizia Caetano, nas filas, nas vilas, favelas.

Lá vou eu
Composição: Rita Lee e Luiz Sérgio

Num apartamento perdido na cidade,
alguém está tentando acreditar
que as coisas vão melhorar ultimamente.
A gente não consegue
ficar indiferente debaixo desse céu
No meu apartamento
você não sabe o quanto voei,
o quanto me aproximei de lá da Terra

Num apartamento perdido na cidade,
alguém está tentando acreditar
que as coisas vão melhorar ultimamente.
No meu apartamento
você não sabe quanto voei,
o quanto me aproximei de lá da Terra.
As luzes da cidade não chegam as estrelas sem antes me buscar.

Na medida do impossível tá dando pra se viver.
Na cidade de São Paulo, o amor é imprevisível
como você e eu e o céu.

Num apartamento perdido na cidade
alguém está tentando acreditar
que as coisas vão melhorar ultimamente
A gente não consegue
ficar indiferente debaixo desse céu.
No meu apartamento
você não sabe o quanto voei
o quanto me aproximei de lá da Terra, não.
As luzes da cidade não chegam as estrelas sem antes me buscar.

Na medida do impossível tá dando pra se viver
Na cidade de São Paulo, o amor é imprevisível
como você e eu e o céu.



24.1.06


Vocês fazem falta

Sábado eu percebi que a Marina, a Fabi, a Marcy, a Pri, a Oona e a Thaís, todas grandes amigas de todas as festas, não estavam. Estas são as inseparáveis de sempre. Para completar, as um pouco mais novas inseparáveis, mas já velhas amigas também, Lu, Tati, Laura e Gi não estavam. Em condições normais, estariam todas.

A pista estava vazia destas pessoas, ainda que bombando. Daquele grupo de sempre, estávamos eu e o Tonho. Só. E os DJs ZéK e Fil (RJ). Minha queridíssima prima Thaís percebeu. Meu amado namorado e sua animada e querida turma preencheram o vazio espacial e, com muito amor, trouxeram alegria e diversão à nossa roda na festa da Mari e da Ana Flávia. Tinha a querida Bia Camargo, também.

Bateu uma saudade forte, como se quem estivesse fora fosse eu. É, parece que o mundo deu um nó. Eu vim e um monte de gente foi. Ou simplesmente faltou. Mas o mais importante é o sentimento que vai dentro, e é muito bom. Amo todos vocês, queridos amigos deste e de outros grupos. Brindei a vocês. Profundamente. A noite inteira.



18.1.06


Consegui!

Respondi uns 120 scraps (ou recados do orkut) postados desde o meu aniversário, 20 de dezembro.
Adoro receber parabéns, e dar também, e acho que se alguém me escreve é porque queria deixar registrado o carinho e tal... responder é o mínimo de retribuição, já que eu não consigo dar parabéns pra todo mundo que eu gostaria, muito menos marcar de ver uma vez por mês...

Engraçado é que essa mania NÃO pegou na Espanha - só tenho meus amigos brasileiros de lá e uma mexicana contaminada pelo convívio intenso com brasileiros e seus orkuts.

Agora, mensagens coletivíssimas eu não respondi, não. Amigos que me mandaram mensagens coletivas, eu também amo vocês, também quero vê-los, também desejo um feliz 2006 e tudo de bom no ano do hexa! E os que não escreveram também!

Ufa! Meus dedos estão pedindo arrego. Parei por aqui. Beijos



17.1.06


Fila do show do U2: Eu fui!

"Sou brasileiro, e brasileiro não desiste nunca!"
Talvez essa tenha sido a frase que de certa forma me animou a passar o dia torrando na fila...

É, não foi só isso, na verdade. Também pesou que na Espanha eu teria que pagar 90 euros, e aqui seriam "só" 100 reais. E que eu realmente não tinha muito o que fazer... nada, assim, inadiável. E que o Pão de Açúcar que estava vendendo os ingressos fica literalmente em frente à minha casa (em São Paulo). Conforto, banquinho, xixi em casa, protetor solar, água gelada e de graça. Eu e o Dani nos revesando, um subia pra trabalhar, o outro ia pra entrevista. Um de cada vez, claro. Até descemos com banquinho extra e biscoito pros amigos da fila. Amigos, porque afinal, passamos 11 longas horas juntos.

Na verdade, foi um teste de resistência. Ou dos limites da cara-de-pau. Porque houve problemas do sistema, mas os piores problemas estão nas pessoas que acham que podem fazer qualquer coisa na base do jeitinho. Por exemplo:

- os cambistas que dormiram na fila e na hora de comprar os ingressos, em vez de comprar os seus 10 regulamentares, ficavam se turnando entre os três caixas e saíam com uma pilha de 40, 50 ingressos.

- as velhinhas, gestantes e mulheres com crianças de colo que abusavam do seu direito de ser atendidas com prioridade, comprando ingressos para netos, filhos, amigos e... o que é pior, desconhecidos que lhes pagavam 10 ou 20 reais. E, quando decidiram organizar um caixa exclusivo, ainda reclamaram porque estava demorando muito.

- os fura-filas em geral. Desde executivos até cambistas. Quando a fila começou a andar, pelo que podíamos prever, seríamos atendidos lá pelas 16h. Vá lá. Mas deu 22h30 e nós ainda estávamos a 200 pessoas do caixa! As pessoas que chegaram às 6h foram atendidas às 20h!

- as pessoas que querem resolver tudo na base da encrenca. Tem um povinho que fica incitando os outros a brigar só para gerar confusão. Pra ver se quebra tudo, se ameaça e consegue alguma vantagem com isso, pra "roubar" os ingressos.

- quem acha que todas essas coisas são normais e faz vista grossa porque, se tivesse oportunidade, faria a mesma coisa.

- quem não organiza as coisas direito e depois faz que não é com eles, postura que o Pão de Açúcar manteve ao longo de todo o dia.

Fiquei com muita raiva. Até porque tinha amigos na fila e eu não fui no lugar deles. E porque moro num prédio que tem tantos idosos que até parece um asilo, e mesmo assim não pedi pra ninguém comprar o meu ingresso.

Acho que eu queria ver até que ponto as coisas iam chegar, e foi muito além do que eu esperava. No máximo, já contando com sistema caindo e filas furada por uns poucos, às 20h eu tinha que ter esse ingresso.

A minha sorte é que, apesar das bizarrices, conheci gente muito legal na fila e que ficou porque pensava como nós. Ninguém é santo, nem eu quero dizer que sou, não é essa a idéia. Mas as coisas têm um limite, que é o limite do razoável. Limite que muitos não tiveram ontem.

A minha sorte é que eu nem sou tão fã do U2 assim. E ainda fiquei moreninha e li 90 páginas do meu livro. Agora podem ter certeza que na quinta-feira eu não volto pra fila. Nem a pau. Sou mais um membro da comunidade dos que ficaram na fila pra não ver o show.



13.1.06


2006 com algo de diferente

Oi, gente!
Feliz ano já não tão novo assim...
Estou escrevendo porque finalmente decidi tirar o blog do limbo. Continuo não prometendo nada quanto a freqüências, mas achei melhor publicar logo essas fotos pendentes que eu quero colocar antes que elas e eu caiamos no ostracismo. Risos.

A primeira viagem do ano, em fotos e em saudades, será a Córdoba.
Antiga capital de Al Ándalus, o grande reino mouro que se estendia até... o Oriente Médio. Não pela Europa, claro, pelo norte da África.



Bela e com gentes muito simpáticas, como Rafa e Mari, nossos já não tão novos amigos de lá. Não digo pela idade, mas porque enfim já se passaram seis meses. Mas as fotos continuam valendo, e muito.

Impressionante é a necessidade de sombra num calor de 41 graus quando o sol já está a baixar... E a estrutura do lugar. Casas brancas, para que as paredes não absorvam calor. Ruas estreitas, para que se caminhe pela sombra o maior tempo possível. Água fresca na praça, na rua, em todo lugar. E a necessária siesta, já que entre 11h e 16h o calor é mais insuportável ainda.

Sem querer ser repetitiva, para ver, como sempre, clique na foto.

Boa viagem!