Da capitá federá
Ou de onde quer que eu esteja

15.5.06


Sobre o PCC e o aprendizado com o terrorismo

A um ano atrás, eu estava enfurnada em meu quarto, na Espanha, em Madri, refletindo sobre algo que infelizmente tem muito a ver com o que tem acontecido nos últimos dias em São Paulo.

Precisamos olhar para os atentados de Madri em 11 de março de 2004 e aprender com eles qual a melhor resposta para dar a uns ataques da proporção dos que têm atingido nossa cidade nos últimos dias.

O medo tomou conta da cidade. E da mídia. Não sei o que veio primeiro, mas um medo potencializa o outro, e nos faz reféns dos criminosos. Preocupante isso.

Quanto mais nos trancarmos em nossas próprias casas, mais reféns dos criminosos seremos. É difícil, mas é necessário reagir. Reagir como sociedade civil organizada, que entende, aceita e respalda o monopólio da violência pelo Estado. Que promove a segurança com salários dignos aos policiais, que não têm interesse em se corromper. Que se unifica para dar uma resposta de peso contra os criminosos que nos ameaçam.

Em vez de promover o medo, a mídia poderia promover a paz. Em vez de dar idéias para o crime organizado, deveria mostrar que o Estado está articulado. Antes de questionar as medidas tomadas, entender do lado de quem quer estar - porque questionar o governador num momento desses é mostrar desarticulação.

E jamais dar espaço para que os terroristas falem qualquer coisa nos meios de comunicação - desde ameaças até pedidos, eles devem ser banidos. Pode parecer censura, mas é maturidade. De saber que o sensacionalismo pode dar audiência, mas pode piorar uma crise.

Infelizmente os meios de comunicação brasileiros não estão preparados para lidar com isso. Os jornalistas brasileiros têm boa vontade em suas coberturas, mas não entendem que "manter a população informada" é diferente de "espalhar o pânico".

O caos está instaurado, mas é preciso reagir. Ao medo, à covardia, às soluções individualistas. Que possamos dar os nossos passos. E mostrar que juntos, nós, 12 milhões de paulistanos, somos mais e mais fortes que alguns milhares de criminosos nas ruas.

Em tempo: para quem acha que o exército deveria estar nas ruas. Exército é feito para guerras. Por mais que a situação esteja complicada, terroristas devem ser combatidos com polícia e inteligência. Colocar o exército nas ruas é dar aos criminosos o status de exército. É tudo o que eles precisam...



6.5.06


Barcelona



A foto é boa, representa meus sentimentos pela cidade, mas não todos os registros feitos da mesma - muitos deles em papel.
E a preguiça de digitalizá-las???

Cidade alegre, divertida. Cheia de bons amigos, brasileiros. Hospitaleira. Merecerá mais fotos...

Lidia com pé quebrado tem tempo para blog, fotolog e essas coisas!



4.5.06


Cara de buraco

Nunca imaginei que uma torção de pé tão besta pudesse me deixar imobilizada por tanto tempo. Mas é isso mesmo.

Parque Ibirapuera, dia do trabalhador, hora do almoço. Salgadinho para tapear a fome e aguentar até o final da exposição do Volpi para aí sim almoçar.

Saco de supermercado voando em minha direção. Amarelo.
- Será que as pessoas não sabem jogar no lixo? Que saco!
Saco para o lixo, eu levo.

Levaria. Tem mureta e vala. E aí meti meu pé. E caí. E não doeu muito, mas depois doeu. Para andar e para ficar parada.

Hospital. Particular. Convênio da firma. Era perto. Eba!

Cheguei no hospital. Dói muito o meu pé. Chorei horrores no caminho. Médico, raio X, resultado: quebrado. Engessar. Agora existe uma bota moderna, pode até tirar para tomar banho. Mas o convênio não cobre.

Aqui estou eu, imobilizada. Engessada não, porque não é com gesso. E viva os buracos de São Paulo! Viva o passeio no parque no dia do trabalhador! E dia do trabalhador é lá dia de quebrar o pé???