Da capitá federá
Ou de onde quer que eu esteja

30.8.08


Apaixonante!



Gente! Para mim, este ano, não teve nada que me impressionou e me apaixonou mais em Brasília do que o ipê rosa. É lindo e enfeita o período mais feio da cidade, o das secas, quando tudo o mais está marrom e empoeirado. E de pensar que a dez anos atrás eu não sabia reconhecer um ipê! (risos)


Brasília sem eleições

Em Brasília este ano não tem eleições: o Distrito Federal não tem prefeitos, então só temos as eleições presidencial, para governador e deputados, que acontecem todas juntas, a cada quatro anos.

Mas na capital da política, é claro que as campanhas deste ano não passam despercebidas por aqui. Sente-se, em primeiro lugar, um ritmo mais lento nas decisões legislativas. Até aí, todo mundo desconfia e vê, mesmo, essas mesmas pessoas que não estão aqui em suas próprias cidades.

Mas chama a atenção também o envolvimento é com as eleições no chamado Entorno – basicamente, aquelas cidades do Goiás que cercam o Distrito Federal e onde moram os trabalhadores mais humildes da capital. Muitos brasilienses – 500 mil pessoas, segundo ouvi no rádio – transferem seu voto para essas cidades nas eleições municipais. Prova do peso e do envolvimento que há com esses processos e essas cidades.

Brasília está cheia de carros com adesivos de diversos candidatos. Adesivos grandes, para serem vistos. Não só do Entorno, mas de qualquer lugar do país. Como se isso fosse necessário para ganhar votos. O fato é que pode ser útil, afinal, aqui tem gente de tudo quanto é lugar! E o que é mais peculiar: gente que se dispõe a ir para a sua cidade votar.

Vá de bike!

Eu e meu marido nos inserimos em um novo universo a partir do domingo passado: o dos ciclistas. A idéia é que a bicicleta se torne um meio de transporte, pelo menos no fim de semana. Para começar bem, já saímos para pedalar no domingo passado – aproveitando que o Eixão, avenida principal que corta Brasília de norte a sul, fica fechado para os veículos e aberto para o lazer.

É um retorno após 16 anos sem pedalar e sem ter bicicleta: não cabia em casa. Agora, com só duas pessoas, pudemos priorizar isso. E até a mamãe, que não me deixava ter uma bike, está querendo aproveitar para pedalar. Foi difícil andar em linha reta, mas uma hora a coisa melhorou.

No site do Pedal Noturno tem vários links de grupos de bike em Brasília – o próprio Pedal é um deles.

E nos somamos àqueles que torcem por mais ciclovias na capital federal, uma cidade muito plana e com o transporte público muito precário, em que a bike pode, mesmo, ser uma solução.