Da capitá federá
Ou de onde quer que eu esteja

11.7.09


Solidariedade a Lúcio Flávio Pinto

Queridos frequentadores do blog,

Acho importante vocês saberem que um dos poucos jornalistas que se mantêm trabalhando na mídia alternativa há muitos anos, o Lucio Flávio Pinto, do Pará, foi condenado por fazer uma denúncia contra a família Maiorana, que controla a afiliada da TV Globo no Pará. Ele terá que pagar 30 mil reais!!!

Estão rolando duas mobilizações para ajudá-lo:

A primeira é dinheiro, mesmo, mesmo. Quem quiser colaborar (neste momento ou para a sustentabilidade do Jornal Pessoal, que não tem anúncios por uma opção editorial), pode depositar na seguinte conta bancária:

Lúcio Flávio Pinto
UNIBANCO (banco 409)
Conta: 201.512-0
Agência: 0208
CPF: 610.646.618-15


Eu mesma vou depositar logo mais. Blogs afora (ver os links abaixo) estão sugerindo que ele entregue tudo em moedas de 1 real! Ou notas!

A segunda é participando do abaixo-assinado. No final, tem o e-mail para onde mandar as assinaturas.

ABAIXO-ASSINADO EM APOIO AO JORNALISTA PARAENSE LÚCIO FLÁVIO PINTO

OBJETO
O repórter e editor do Jornal Pessoal, de Belém do Pará, Lúcio Flávio Pinto, foi condenado pelo juiz Raimundo das Chagas Filho, da 4ª Vara Cível da capital, a pagar uma indenização de R$ 30 mil aos irmãos Romulo Maiorana Júnior e Ronaldo Maiorana, proprietários das Organizações Romulo Maiorana, uma das empresas de comunicação mais influentes da Região Norte, cuja emisssora de TV é afiliada à Rede Globo. A sentença, expedida no último dia 6 de junho de 2009, refere-se a uma das quatro ações indenizatórias movidas pelos irmãos contra o jornalista que, em 2005, publicou artigo em um livro organizado pelo jornalista italiano Maurizio Chierici, depois reproduzido no Jornal Pessoal, no qual abordava as atividades de contrabandista do fundador das ORM, Romulo Maiorana, nos anos de 1950, o qu e teria motivado a ação, pois os irmãos consideraram ofensivo o tratamento dispensado à memória do pai. Além da indenização por supostos danos morais, o juiz ainda obriga o jornalista a não mais referir-se aos irmãos em seus próximos artigos.

Lúcio Flávio Pinto, de 59 anos, em quatro décadas de jornalismo é um dos profissionais mais respeitados no Brasil e no exterior. Seu Jornal Pessoal resiste, de forma alternativa, há 22 anos, sem aceitar patrocínio ou anúncios, garantindo a independência de seu editor frente aos temas públicos do Pará, sobretudo na seara política. Por sua atuação intransigente frente aos desmandos políticos, às injustiças sociais e ao desrespeito aos direitos humanos, recebeu prêmios internacionais importantes: em 1997, em Roma, o prêmio Colombe d’oro per La Pace; e em 2005, em Nova Iorque, o prêmio anual do CPJ (Comittee for Jornalists Protection). Além disso, é premiado com vários Esso. É também autor d e 14 livros, tendo como tema central a AmazÃ?nia, sendo os mais recentes “Contra o Poder”, “Memória do Cotidiano” e “AmazÃ?nia Sangrada (de FHC a Lula)”.

Esse fato demonstra o que significa fazer jornalismo de verdade na capital do Pará: uma condenação.

Por isso, nós, abaixo-assinados, solidarizamo-nos com Lúcio Flávio Pinto, pedindo a revisão de sua condenação em nome da democracia e da liberdade de pensamento.
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Por favor, assine seu nome em sequência, com RG e CPF e devolva a mensagem para esta conta de e-mail: adm.aalfp@gmail.com

Onde saber mais:

Discurso do Lúcio Flávio Pinto, por escrito, anteontem: uma inspiração para Jornalistas, com J maiúsculo.

A explicação do próprio Lúcio Flávio Pinto sobre o caso, no blog do Nassif.

Jornal Pessoal - É onde Lúcio Flávio Pinto escreve na internet.

O Biscoito Fino e a Massa - é um dos principais sites de campanha para ajudar o Lúcio Flávio Pinto.

A explicação do que aconteceu, também no Biscoito Fino.

Repercussão internacional - em inglês



4.7.09


Regularização dos flanelinhas em Brasília: o menos pior!

Gente! Passados alguns meses de abandono do Blog, volto para comentar essa novidade bombástica... Brasília regulariza a profissão de flanelinha. Saiu no Correio Braziliense

Quando regularizaram e institucionalizaram o flanelinha no Rio de Janeiro, eu fiquei revoltada. Porque lá eles são apenas guardadores de carros em espaços públicos, e se o espaço é público, não tem nada que ter guardador. Tem que ter é segurança pública.

Depois a coisa foi piorando lá no Rio... Agora, os guardadores oficiais cobram um preço módico se comparados com outros "extra-oficiais", digamos assim... é triste escolher o menos pior e preferir os oficiais...

Agora, aqui em Brasília, tem um diferencial: os flanelinhas em geral são também lavadores de carros. Acaba sendo um serviço, que eu mesma uso - o Pedrão, guardador lá na Torre de TV, onde eu trabalho, é quem lava meu carro.

Outro diferencial é o "serviço de manobrista": aqui a cultura geral é parar em fila dupla, o que é horrível. Mais uma vez, o flanelinha fica sendo a opção menos pior, porque aí pelo menos tem alguém para deixar o meu carro sair. É menos pior do que ficar buzinando até que o dono do carro em fila dupla se toque e venha tirar o carro dele. Já me irritei muito com isso, já vi pessoas esperando mais de meia hora e nem a polícia apareceu...

Enfim, acho que este é um primeiro passo para acabar com uma coisa tão legal de Brasília, que é todo mundo parar os carros nas ruas, sem os estacionamentos tão necessários e irritantes (e caros) em outras cidades, como São Paulo, por exemplo.

O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, também tem trabalhado para construir estacionamentos pagos. Soluções privatistas são lamentáveis.

Mudando de assunto... comidas em Brasília!

A Oca da Tribo tem um multi-mega-delicioso molho de shoyu com amendoim para carnes!!! Fiquei emocionada!!!

Abriu um restaurante japonês novo, o Oishi, na 105 norte. Tem self-service por quilo (a 34,90) na hora do almoço. É gostoso e bonito o lugar!!! Finalmente um destino interessante para o nosso ex-samba de boteco...